sexta-feira, 1 de junho de 2012

Desapego


Durante toda a nossa vida nós acumulamos inúmeros objetos que só servem para ocupar espaço e poeira. Quem não tem em casa uma caixa guardada no guarda-roupa, lavanderia, despensa ou qualquer outro cômodo com um monte de coisas que nem se lembra que está lá, mas mesmo assim insiste em manter determinados objetos como se fossem tesouros ou a fórmula para por fim a todos os problemas que assombram a humanidade?
Por muito tempo juntei esses cacarecos. Uma caneta daqui, um brinquedinho de lá, uma coleção de latinhas, maços de cigarro, álbuns de figurinhas e outras tantas coisas que não me fazem a mínima falta nos dias de hoje. Resolvi fazer a faxina nas gavetas e jogar tudo que não era útil fora. Vou confessar que livrei bastante espaço que servia para armazenar “o nada”, lixo.
Na realidade, o ser humano é assim. É muito apegado às coisas e sofre quando tem que se desfazer delas. Povo! Por que guardar um monte de objetos que não serão mais usados? Pelo simples fato de haver algum tipo de ligação emocional? Por acaso o papelzinho da bala dizendo que você é linda, dado pelo paquerinha da 5ª série vai lhe dar sorte no amor para o resto da vida? Ou você pensa que do nada vai aparecer um louco querendo pagar milhões pela sua coleção de rótulos de cerveja?
Faça um teste. Pegue essa caixa e antes de abri-la tente se lembrar dos objetos que estão dentro dela. Depois, abra e procure se existe algo que possa ser útil a você ou a algum conhecido. Se não tiver mais nada interessante, dê para alguém reciclar o que for possível e o restante jogue fora.
Para que se apegar a coisas pequenas e juntar uma herança que ninguém vai querer?
Fica a dica para esse final de semana. Faça uma faxina e livre-se do que você nem se lembra mais que existia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Falhas

Apesar de existir o ditado popular ‘errar é humano’, as pessoas se esquecem e cobram, muitas vezes sem piedade, de quem cometeu erros.
Claro que não dá para usar o ditado para justificar todas as situações que acontecem. Há momentos que a pessoa vai ter de arcar com a responsabilidade dos seus atos, impensados ou não.
Toco neste assunto porque no meio da semana o jogador de futebol Deivid, do Flamengo, falhou ao não marcar um gol tido como feito. Ele recebeu passe dentro da pequena área e chutou na trave sem ter nenhum jogador adversário a frente dele, daqueles que costumamos dizer que até a nossa avó faria.
Resultado. O jogo poderia ter acabado empatado, torcedores e repórteres não teriam colocado a culpa da desclassificação nele e nem ele teria que ficar se justificando sobre o gol perdido, que virou notícia em vários jornais esportivos do mundo.
Falhas como a de Deivid são comuns no meio do futebol. Quem não lembra o pênalti perdido por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994? Tá certo que dois jogadores italianos desperdiçaram a chance de marcar antes, mas apenas Baggio ficou lembrado como o grande culpado da derrota para o Brasil.
Agora, se perdeu um pênalti já foi motivo de marcar a vida de um jogador tido como um dos melhores da época em que jogou, imagine só perder três em uma mesma partida. Acha que isso é brincadeira e que não aconteceu? Engana-se quem pensou que era mentira. Durante a Copa América de 1999, o jogador Palermo, da seleção argentina, realizou essa façanha, perdeu três pênaltis durante o jogo válido pela primeira fase do campeonato para a seleção colombiana, que venceu os argentinos por 3 a 0.
Como diriam os mais antigos, ‘isso acontece até nas melhores famílias’, e acontece mesmo! Todo mundo é passível de errar, até os que pensam que nunca erram, um dia vão reconhecer que erraram e omitiram o fato por vergonha de ser tão normais e comuns, iguais a todo mundo. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Motoqueiros cuidado!

Os maiores casos de acidentes de trânsito com vítimas fatais são entre motoqueiros. As razões são as mais diversas, entre elas a falta de estabilidade do veículo, que muito leve, pode ser lançado longe com qualquer toque de outro veículo maior.
A falta de proteção também ajuda. Apesar da utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, o corpo do motoqueiro e do passageiro são alvos fáceis e qualquer choque ou queda podem ser fatais.
Nas cidades, muitos motoqueiros se arriscam entre os carros. Chegam buzinando para avisar que estão passando, mas nem sempre têm a sorte de achar espaço hábil para uma passagem e se choram nos retrovisores e laterais.
Passando por São Paulo, esses dias, presenciei uma cena dessas. Um motoqueiro vinha no mesmo sentido que o carro onde estava, quando sua moto patinou na pista e o derrubou. Foi moto girando para um lado e o rapaz para o outro. Por pouco ele não foi para baixo do veículo em que eu estava.
Pela janela consegui observar o momento em que ele conseguiu se levantar e se salvar de um carro que vinha em sua direção, e correu para a calçada.
Ele realmente teve muita sorte do tempo estar chuvoso e o tráfego lento. Se fosse em um dia de trânsito normal em São Paulo, ele poderia não ter tido a mesma sorte que teve.
Mas o perigo não restringe apenas ao trânsito frenético das cidades. É necessária muita atenção nas estradas também. É muito comum anunciar no rádio ou na TV que uma moto se chocou com um caminhão ou com um carro e que os ocupantes da moto não sobreviveram.
As consequências de um acidente de moto podem variar de apenas um simples susto com alguns arranhões, como fraturas graves, amputações e a pior delas, a morte.
Portanto, se você gosta de se aventurar em um moto, fazer ultrapassagens perigosas, testar o limite e fazer explodir a tensão em adrenalina, tome cuidado, as consequências podem não ser o que você espera. Atenção sempre.

Você é maiúsculo ou minúsculo?

Todo final de ano é aquele dilema para os professores, ajudar aquele aluno que não conseguiu nota para ser aprovado ou reprová-lo e fazer com que ele curse novamente a série, semestre ou a disciplina novamente.
Já ouvi alguns professores justificando sua bondade ao passar um aluno comentando entre os colegas que reprovar alguém seria apenas mais despesas para o estado, que se ele não conseguiu aprender não vai adiantar refazer a disciplina, que o mais fácil seria aprová-lo de uma vez para ele concluir mais rápido e sair do sistema, já que ele só causa trabalho.
Eu discordo. Penso que esse professor, a partir do momento que percebe a falta de interesse do aluno em sua disciplina ou dificuldade em entender o que é ensinado em sala, deveria procurar ajudá-lo a progredir e a se interessar, mostrando a ele que o futuro dele vai depender do desempenho escolar. Mas o que percebo é que tem professor que prefere se livrar logo daquele estudante a exercer sua função de educador e ajuda a formar mentes ocas.
Desculpem-me a franqueza, mas existem PROFESSORES e professores. Os primeiros, são aqueles que realmente têm o dom e gostam de estar em sala de aula, educando, ensinando, resgatando o aluno. Agora, esse segundo, com letra minúscula, são aqueles que só se interessam com os vencimentos no final do mês, além de reclamar a vida toda que ganham pouco, que são injustiçados ou que não aguentam mais aquele tormento de aluno.
Esse desinteresse de ambas as partes acontece por vários motivos. Quando a pessoa tem vocação, ela domina a sala e conquista os alunos. Todos, mesmo os que têm dificuldade, acompanham as aulas e colaboram. Agora, quando o ser professor foi apenas a única alternativa na lista de cursos da faculdade, não há didática que dê jeito. O profissional não vai conseguir manter a ordem e muito menos a atenção de uma sala.
Concordo sim que a categoria poderia ser melhor remunerada, afinal, incentivos ajudam a melhorar o interesse de qualquer profissional. Mas penso, também, que as instituições deveriam realizar frequentes avaliações dos docentes para medir o quão qualificados estão para lecionar as disciplinas que cursaram na faculdade. Já vi muito professor que sem o caderninho de soluções de exercício não sabe responder nada sobre a matéria.
Onde já se viu um professor de Matemática que não sabe resolver a uma equação, ou um professor de Língua Portuguesa que não sabe explicar a diferença entre um objeto direto e um indireto. Pois bem, eu já vi. É claro que todos têm o direito de consultar uma coisa ou outra, mas se prender a um “manual” de escape é pura comprovação de incapacidade.
Parabenizo aos PROFESSORES que realmente se dedicam porque acreditam que através deles, o mundo pode ser melhorado. Que, além de ensinar o que lhe é função, também ajudam no resgate social daquele aluno que ninguém se interessa. Que antes de desistir, tenta e se sente realizado ao conseguir resultados.
Agora, aqueles minúsculos, eu deixo o conselho de procurar realmente o que lhe dá prazer profissionalmente, ou então, reavalie o quão bom é em sua disciplina e procure ser melhor e digno de ser chamado de PROFESSOR.
Sentiu que esse texto foi para você? Então, leia-o com atenção e pense bem se o desinteresse do aluno não é consequência do seu próprio desinteresse profissional.



Agora vai dar certo!!!

Romildo é daquelas pessoas que sempre acham que tudo vai dar certo. Muito otimista e com pensamento positivo. O cara super bom astral.
No entanto, Romildo nunca teve uma ideia que realmente conseguisse emplacar e permitir que ele pudesse colher as glórias do sucesso de suas invenções.
O problema dele, talvez seja o de milhares de pessoas que se aventuram em segmentos que não têm noção nenhuma de como funciona.
Romildo simplesmente tinha a ideia e a executava sem se preocupar em estudar e planejar com calma o passo a passo, com todos os prós e contras.
Nenhum negócio obtém sucesso e retorno se não for planejado com calma. Por exemplo. Se você está com vontade de abrir uma loja, não basta apenas ter dinheiro em reserva para ir até a 25 de Março em São Paulo e comprar algumas peças de roupas para começar a vender.
Antes de mais nada, deve-se ter em mente qual segmento vai ser atendido em sua loja. Você vai vender roupas para toda a família, só para homens, só para mulheres, somente infantis, de custo mais baixo ou somente grife. Ter em vista o lugar e uma possível ideia de repaginação que ajude a atrair o interesse e a atenção também é essencial.
Depois de escolhida a sua clientela é necessário dar conta de toda a burocracia exigida para a abertura e regularização da loja. Para isso é necessário procurar um escritório de contabilidade e iniciar todo o processo de criação de pessoa jurídica, nome fantasia, licenças, inscrições e outros documentos necessários para a regularização do negócio.
Tendo todas essas etapas realizadas, chega o momento de organizar o espaço de maneira que facilite a visualização da mercadoria. Lembre-se que você vai lidar com um público eclético de gostos e preferências, por isso, sempre tenha novidades e variedades dentro do que você se predispôs a comercializar.
Agora basta fazer publicidade e organizar uma inauguração bem tranquila. Lembre-se que muitas vezes a primeira impressão é a que fica. Portanto, sempre trate bem todos que entrarem em sua loja.
Seguindo esses passos você vai ter grande chance de conquistar o seu espaço e a permanência de seu negócio. Agora, se você preferir fazer como o Romildo e iniciar do nada, pode acabar sem nada também!

Barbárie

O que leva uma pessoa a tirar a vida de outra? Quais as razões que cegam e levam alguém a cometer tamanha brutalidade? Será que os fins justificam os meios ou apenas as justificativas tentam amenizar a culpa e a incapacidade de refletir e entender que dissabores são resolvidos sem a necessidade de um matar o outro?
Respostas que muitos já tentaram encontrar. Alguns enxergam de determinada forma, mas no geral, elas nunca têm sentido ou explicação lógica.
Esses dias, dando uma olhadinha nas postagens dos amigos do Facebook, vi um vídeo de um rapaz que dizia ter perdido seu grande amor.
Na mídia, ele contava que havia conhecido uma garota através de um aplicativo do Orkut. Os dois passaram a trocar mensagens e por algumas vezes até chegaram a marcar alguns encontros, no entanto, nenhum deles chegou a acontecer.
A garota era de Guarapuava (Paraná), ele não deixou claro a cidade de onde era, mas consegui perceber que também era paranaense.
Timidez a parte. Finalmente, ele tomou coragem e resolveu marcar o encontro que realmente aconteceria, e, que, no entanto, nunca mais haverá chance de acontecer.
Fiapo, como era conhecido, estranhou o fato da sua amada não retornar às mensagens que enviava e procurou saber o que havia acontecido. Para surpresa dele, a alguns dias do tão esperado encontro, ele recebe a notícia que a garota tinha sido assassinada na saída na escola. Ele, então, embarcou no primeiro ônibus para Guarapuava para ver se, ao menos, conseguiria se despedir de alguém tão especial para ele.
Infelizmente, ele não chegou a tempo e ela já havia sido sepultada. Só restaram o túmulo ainda com cimento fresco, as flores, as lágrimas e os bons momentos que os dois passaram nas salas de conversação e ao telefone.
A história dele daria um belo filme. Mas o motivo do assassinato me chamou a atenção. O que será que teria acontecido a ela? Quem a teria assassinado?
Busquei pelo nome no Orkut e encontrei o perfil da adolescente, Jéssica Borodiak Santos, ou ‘polaquinha’ para os mais próximos. Nele, a tia conta que duas garotas do mesmo colégio e outra garota de outro esfaquearam Jéssica enquanto um jovem de 22 a segurava. As garotas foram tão covardes que nem deram a chance de ela se defender. E o motivo??? Ciúmes.
Pelo que entendi, polaquinha era muito popular e despertava interesse de vários garotos e a amizades de muitas pessoas. As assassinas tinham inveja de Jéssica ser querida por todos e se acharam no direito de por fim na vida dela.
Jéssica tinha apenas 15 anos e, agora, muitos amigos que sentem e choram a sua falta.

A menina que sempre trouxe alegrias para a família e amigos, hoje, traz lembranças, saudades e lágrimas.
Se você não gosta de alguém, independente do motivo, procure viver a sua vida e esqueça essa pessoa. Você não é obrigado a gostar de todos. Combinamos com alguns e nos desentendemos com outros.
Agora, por mais raiva ou motivos que você tenha para não gostar de alguém, eles não te dão o direito de tirar a vida dela, afaste-se, vida e deixe-a viver!

Ouro de tolo


Uma vez ouvi alguém dizer que só conseguimos realmente saber quem são as pessoas dando poder a elas. Analisando alguns perfis em minha cidade e outros de pessoas que conheci, consegui entender o significado desse dizer e digo mais, cheguei à seguinte conclusão - como existem pessoas com mente fraca nesse mundão de meu Deus.
Refiro-me aqui, àquelas pessoas que se acham superiores ou melhores que outras pelo simples fato de conseguirem uma situação financeira ou profissional de maior visibilidade.
A gerência em uma loja, a aprovação em um concurso, um simples crachá ou um emprego melhor já fazem a pessoa empinar o nariz e pensar que tem o reino na barriga. O ar de superioridade em tratar o próximo e a troca do ‘por favor’ pelo ‘eu estou mandando’, também são indícios de que o poder ou a sensação de tê-lo já cegou esse ser e que o mesmo já está imerso em um mar profundo de orgulho e vaidade. Como diria uma amiga de faculdade, “aquela pessoa vai tropeçar no orgulho e quebrar o nariz”. E na realidade, isso sempre acontece.
Por que as pessoas têm tanta dificuldade em lidar com o poder? O que muda na cabeça delas e faz com que as atitudes de uma pessoa simples se transformem em ações esdrúxulas e frias? Não penso que as pessoas não devam seguir uma linha mais rígida conforme as funções mais responsáveis que assumem, penso que elas precisam sim tomar medidas mais enérgicas conforme o seu grau de responsabilidade dentro de seu local de trabalho, no entanto, não precisam mudar com as outras pessoas. Uma coisa é ser responsável no que faz, outra é querer se aparecer ou desmerecer os outros em função dele.
De que adianta pensar que está ‘abafando’, se na verdade você não passa de motivo de chacota na hora em que não está perto.
Pense que Jesus Cristo é um grande exemplo para essas pessoas, que deveriam parar e pensar em toda a trajetória humilde que ele viveu há milênios atrás e aprender com ele.
Ótimo final de semana para todos!

E em casa?

Será que a limpeza ou a sujeira das ruas refletem o mesmo ambiente que nas casas das pessoas? Sempre me faço essa pergunta quando vejo alguém jogando lixo nas vias públicas, já que os hábitos são os mesmos em qualquer lugar, se você é acostumado a jogar as embalagens dos produtos que consome ou papéis de divulgação em qualquer lugar, você também o faz dentro de casa. Dá até para imaginar o lixão que deve existir em algumas residências.
Consciência pessoal! O lixo que você tem preguiça de carregar para jogar até a próxima lata de lixo pode causar sérias conseqüências. A embalagem daquele chocolate super doce pode amargar a vida de alguém.
A presença de lixo nas ruas é sinal de que ninguém se preocupa com ninguém. Será que você se preocupa se aquele pedacinho de papel inofensivo vai ou não acumular com outros dejetos e entupir um bueiro, ou se ele vai acabar contaminando algum rio?
Sempre na época das grandes chuvas, algumas cidades sofrem por causa das enchentes que destroem muitas casas, derrubam árvores, fazem buracos, causam danos na rede elétrica e também matam várias pessoas.
Você pode até pensar que aquela embalagem do chiclete não iria causar toda essa situação. Mas pare e pense. Junte essa embalagem às outras tantas que são lançadas pelas outras pessoas diariamente nas ruas e calçadas, agora reflita sobre o prejuízo que elas podem causar. Pensou? Então, comece a exercer um pouco de cidadania!
Do mesmo jeito que você gosta de manter a sua casa e carro limpos, ajude a manter a sua cidade agradável tanto para você quanto para aqueles que passam a passeio. 

Falsas horas

Vocês já pararam para pensar que o tempo nunca é como queremos, embora ele seja sempre igual? E que as condições e as situações que vivenciamos estão diretamente ligadas a essa falsa percepção de mais ou menos tempo restante?
Analisemos os seguintes cenários:
Uma pessoa que está presa, privada do seu direito de ir e vir por consequência de seus atos, tem uma impressão de tempo diferente de outra que é livre. Na cela, restrito a um espaço pequeno e compartilhado com outras pessoas, o tempo da pena pode sim parecer bem maior do que realmente é.  Os dias de visita parecem nunca chegar e o momento de voltar às ruas também se torna quase uma eternidade.
Agora se você está feliz devido a um momento de conquistas, o tempo já parece voar. Os dias passam e a felicidade parece encurtar cada minuto, transformando o seu dia a dia em algo especial, gostoso de viver e por isso nem faz com que você se atente ao tempo.
Quando o cenário envolve despedida, doença ou dor, o contexto já fica diferente. Sempre queremos que o tempo seja o mais demorado possível para se ter a oportunidade de dizer o não dito, reparar o mal feito ou apenas um momento a mais para ser registrado e virar recordações que mais tarde alimentarão as saudades.
Outras situações também são interessantes. Sempre em consultório médico parece que nunca vai chegar a nossa vez. Na rodoviária é sempre a mesma coisa, sempre o seu ônibus é o último a chegar, no entanto, quando estamos atrasados, parece que ele foi o primeiro a partir. No banco, então, a nossa senha nunca é a próxima a ser chamada e assim segue a diferença entre o tempo real e o tempo de nossa percepção.
Nascemos, passamos pela nossa infância e sem que tivesse tomado muito tempo nos vemos crescidos, já adultos e cheios de responsabilidades que tomam todo o nosso tempo.

Entendeu?

Por que será que algumas pessoas insistem em ficar perguntando se a outra entendeu o que ela diz durante a conversa? Entendeu?
Várias vezes, eu já me deparei com situações como esta, entendeu? E confesso que são poucas as vezes que consigo entender o que elas dizem. Entendeu?
Na verdade, entendeu? Quando a pessoa começa a perguntar se eu entendi a cada duas frases, entendeu? Eu começo a contar quantas vezes essa pessoa vai repetir a mesma pergunta, entendeu?
Não é ruim mesmo quando alguém, a todo o momento, fica te perguntando se você entendeu o que ela tenta te explicar, entendeu?
De fato, entendeu? Deve ser mesmo algum tipo de vício de linguagem, entendeu? Assim como algumas pessoas repetem frequentemente “tá ligado?”, “aí né", “então...”, “no caso”, entendeu?
Pode até ser que a pessoa não perceba esse vício, entendeu? Ou pode ser também que a pessoa realmente esteja com medo que a outra pessoa não consiga entender o que ela está falando, entendeu?
O engraçado, entendeu? É que, em determinados momentos, elas trocam o “entendeu?” pelo “ você tá entendendo, né?” ou pelo “você me entende, né?”, entendeu?
Vício de linguagem ou pobreza de vocabulário não sei explicar, entendeu? Só sei que se alguém vier conversar comigo, entendeu? E começar a me perguntar a cada dez palavras se eu entendi o que ela me diz, entendeu? Que ela fique avisada que a única coisa que eu vou fazer, além, é claro, de tentar entender o que ela me diz, entendeu? É prestar atenção em quantas vezes ela vai me perguntar se eu entendi, entendeu?
Agora vamos falar sério! Ninguém merece ficar em um conversa assim. Será que, realmente, essa pessoa não percebe que o diálogo não flui com essa insistência em questionar se o outro lado entendeu ou não?
Alguns podem achar até engraçado, mas enche! Portanto, viciados de plantão. Prestem atenção nas palavras que saem das suas bocas. Tentem perceber que os vícios de linguagem atrapalham no processo de comunicação. Prepare-se! Leia jornais, revistas e livros. Nós falamos aquilo que nós lemos.
Quer saber se você tem esses vícios? Pergunte a um amigo, ele com certeza vai querer responder a esta pergunta. “Entendeu?”

Golpe

Quem não sonha em mudar de vida de uma hora para outra se beneficiando com algum tipo de promoção ou apostando em loterias? Esse deve ser o desejo da maioria das pessoas que não faz parte da pequena elite que ganha muito fazendo pouco.
No entanto, o sonho não pode ser maior e cegar a realidade, mas parece que não é exatamente isso que acontece.
Muitas pessoas são vítimas de golpes todos os anos por acreditarem que uma simples mensagem ou uma ligação a cobrar, de um número de telefone totalmente desconhecido, vão por fim a toda a dificuldade financeira que a pessoa passa no momento.
Os golpistas são espertos e atentos, por isso, desconfie de toda e qualquer situação que envolva dinheiro.
O golpe mais comum é a pessoa receber uma ligação a cobrar, na maioria dos casos do DDD 85, referente ao estado do Ceará, onde a pessoa se aproveita de uma ou outra promoção vigente nos programas de televisão. O golpista diz que a pessoa foi sorteada em determinada promoção e que ela ganhou um carro, uma casa, alguma quantia em dinheiro ou inventa qualquer prêmio que tenha qualquer tipo de sedução sobre a pessoa que vai receber a ligação.
Depois de envolver a pessoa, eles pedem, na maioria das vezes, que a vítima compre determinada quantia de cartões de recarga de celular e envie o código de recarga para o número que aparece no visor do aparelho. Outras vezes eles pedem que a pessoa faça depósito em contas correntes, alegando que para a liberação do prêmio a vítima tem de realizar o pagamento de frete ou outra taxa.
Um golpe muito comum também são pessoas que tentam dividir o prêmio que elas ganharam com bilhetes premiados. Nesse caso, as pessoas abordam as vítimas com a conversa de que elas receberiam um valor x de prêmio, só que elas não podem recebê-lo por determinado motivo e convencem a pessoa a dar parte do prêmio para elas, às vezes até bem menos da metade, e, nesse caso, a vítima retiraria o valor total na lotérica ou no banco. No entanto, quando vão tentar receber o prêmio, percebem que foram vítimas do golpe do bilhete premiado.
Já houve casos de pessoas que retiraram o que tinham na poupança para se “beneficiarem”, mas quando percebem o golpe, ai o arrependimento bate, e forte.
Existe também o golpe do sequestro. Os golpistas ligam a cobrar para a casa das vítimas e falam que estão com alguém da família dela, ingênua, a vítima deixa escapar o nome de alguém e daí por diante o golpe fica mais fácil ainda, por que os golpistas se aproveitam para fundamentar a mentira no desespero da pessoa que está aflita do outro lado da linha. Resultado, eles pedem depósitos e estipulam um tempo para que o dinheiro do resgate seja liberado, caso contrário eles falam que vão executar a vítima.
Povo de meu Deus! Sejam espertos. Prestem atenção e não sejam vítimas desses golpistas.
Sempre desconfie de ligações ou mensagens que você receber. Se por acaso você realmente estiver participando de determinada promoção e contemplado, os organizadores vão entrar em contato com você e o prêmio será entregue em sua sem nenhum tipo de despesa.
Geralmente, os programas de televisão realizam os sorteios ao vivo e depois disponibilizam os nomes nas páginas do programa ou da emissora na internet.
Nos casos de sequestro, nunca forneça nenhum tipo de informação. Seja frio, não acredite no que eles dizem e tente localizar a pessoa que supostamente estaria com eles. Seja mais esperto que eles.
Lembre-se que quem muito quer, nada tem!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quer passar em concurso, estude!

Canso de ouvir muitas pessoas falando que querem passar em concurso público com a intenção de acertar de vez a vida e adquirir uma certa segurança. Algumas vagas chegam a oferecer o salário dos sonhos e de uma vida confortável para os felizardos que conseguirem ser aprovados.
O problema de muitas dessas pessoas, que buscam ingressar no funcionalismo público, é que elas se encantam de mais com alguns benefícios e esquecem que para consegui-los, elas precisam antes passar para depois começar a planejar o que vão fazer.
A cada concurso aumenta o número de concorrentes, às vezes a relação candidato/vaga chega a mais de 1000 pessoas para disputar apenas uma vaga. Só que nem todas essas pessoas se preparam como deveriam.
Um professor uma vez me disse que do total de inscritos para um determinado cargo, apenas de 10% a 15% realmente se empenham e dedicam horas de estudo e preparação para conseguir bons resultados. O restante se perde entre pessoas que se inscrevem por pressão da família, os que acham que vão conseguir chutar as respostas e ter sorte e aqueles que nunca aparecem para nenhuma prova.
Ser aprovado em concursos não é fácil. O candidato deve ter a consciência de que manter uma rotina de estudos é fundamental. É de extrema importância o candidato reservar algumas horas diárias para essa finalidade. Geralmente a maioria dos concursos possui a mesma base, o mesmo conteúdo, ou seja, sempre são os mesmos tópicos de Língua Portuguesa, Matemática e Informática, que correspondem a pelo menos metade das questões, a outra metade resume-se a perguntas específicas voltadas à área de atuação.
No entanto, é crescente o número de certames que exigem conhecimento de Direito e Noções de Administração. Se o concurso exigir prova de condicionamento físico, fique atento aos exercícios que serão exigidos e comece a treinar, não chegue despreparado, pois essa etapa é sempre uma das últimas realizadas e, também, uma das que mais eliminam, já para aqueles que não vão tão bem na parte teórica é a chance de recuperar uma desvantagem. Já o psicológico não precisa de preparação, só de atenção para não falar alguma coisa que possa prejudicar.
A internet é uma ferramenta fundamental para quem realmente está comprometido a passar. Na rede, estão disponíveis inúmeras provas e simulados de vários concursos anteriores, além de todo o tipo de material necessário para ajudar na hora de se preparar, como vídeos, dicas e orientações.
Ficar atento aos acontecimentos também ajuda. Vários concursos trazem perguntas sobre Atualidades, portanto, ler jornais, revistas e assistir telejornais ajuda a ficar por dentro do que acontece, tanto no cenário nacional como internacional.
Vai fazer algum concurso? Então aproveite essas dicas, prepare-se e aproveite sua estabilidade. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ocê intendi?

Óia seu moço. Discurpa eu incomodá o sinhor, o cê num si ofendi não né? Mai é qui eu pricisava de prigunta uma coisa. Fai tempo qui eu to aqui isperano pra pega um ônibus, só qui eu num sei lê. Dava pro cê me avisá quando o ônibus da Vila Carli passá?
Sabe qui qui é? Quando eu era minino moço, assim como ocê, eu nunca qui tive muito gosto pelos livro, por istudo. Minha famia era grandi e tinha qui ajuda minha mãe a criá meus irmão mais novo. Meu pai morreu cedo, de mar dos purmão, e eu, comu era o mais véio, tive qui trabaia desdi muito piqueno. Intão istudei só o primero ano, mai num consigo intende direito as letra não. As vei imbaraia tudo. As iscola era longe, num tinha dessa facilidadi qui a mocidade de hoji tem. Meus irmão i eu tinha qui andá pra mais de 6km. Nóis morava nu sítio e dia di chuva intão nem tinha como i não.
Mais sabe seu moço, eu sofro cum isso. Hoji, mi faiz farta os istudo. Dá muita vergonha te qui fica sempri priguntando pros otro o que tá iscrito aqui ou ficá ixpricandu que so anarfabeto.
Uma veiz um rapaiz mi mostro o carru errado i eu fui pará do outro lado da cidadi. Comu eu só tinha dinhero pra pagá uma passage, tive qui vorta imbora a pé. Tava frio e chuveno, fiquei treis dia sem trabaia purque garrei uma gripi e fiquei duente.
Eu falo pros meu neto qui eles têm qui istudá, pra num te qui fica passano vergonha qui nem eu, mai é difici viu, eles num intendi e vivi fartano da iscola.
Intão si o sinhor pude mi ajudá eu fico muito do agradicido. Eu só peço procê num inganá eu não. Ocê mi intendi né seu moço?
Ocê istuda? Vai si forma pra dotor?
O ônibus veio e ele partiu agradecido. Nem tive muito tempo para conversar com ele. Seu nome até hoje não sei. Na verdade, nunca mais o encontrei. Ele já era de idade. Tinha marcas no rosto que mostravam o quão sofrida era a vida dele.
Embora ele não tenha pronunciado corretamente as palavras, eu consegui perfeitamente entender o que ele queria. Na verdade, ele fez o que muitas pessoas que tentam florear na hora de falar não conseguem. Ele transmitiu o recado e teve uma resposta.
Muito mais do que apenas uma simples informação sobre qual ônibus pegar para chegar ao seu destino, ele se deu como exemplo e me ensinou uma lição. Tente você também aprender com as situações que a vida de oferece. Cresça e seja mais humano.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Você faz a sua moda?

O mundo da moda sempre despertou o interesse de muitas pessoas. Existe uma gama de profissionais comprometidos em sempre inovar o mercado que fatura mais e mais a cada ano.
São semanas dedicadas especialmente para apresentar ao mundo, as novas coleções e novos talentos que despontam com suas ideias inovadoras em cortes, cores ousadas e traços modernos.
A cada duas estações – outono/inverno e primavera/verão – são escolhidos uns dois ou três tons que serão a sensação das vitrines e dos guarda-roupas de quem está antenado e gosta de se vestir acompanhando as tendências.
Muitas vezes, o que acontece não é a criação de novos modelos. Mas o resgate de muitas peças que um dia já fizeram sucesso e que agora voltam com força total e alguns detalhes diferentes.
Na internet as pessoas encontram diversos sites e blogs especializados que orientam com dicas, sugestões e soluções para uma ocasião que estar muito bem vestido faz a diferença.
Mas será que essa moda exótica das passarelas, realmente, é o que as pessoas usam no seu dia-a-dia?
Particularmente, nunca vi ninguém vestindo essas peças, com exceção em festas de entrega do Oscar ou algum evento high society.
O que se vê pelas ruas é a moda de uma peça ou acessório lançados com a ajuda de alguma celebridade.
O mais engraçado de toda essa história de estar na moda, é que na maioria das vezes as pessoas nem se imaginariam vestindo um determinado modelo ou combinação de peças, já que para muitos esse estereótipo vendido nem serviria ou não ficaria legal.
O ideal mesmo é cada pessoa se vestir com as cores e modelos que se sente bem. Não adianta padronizar e cair na estratégia das lojas e acabar comprando um monte de roupas que, provavelmente, você não vai usar mais, porque do mesmo jeito que a moda chega, ela também vai. Agora, uma peça que você compra porque já é de seu gosto e não foi resultado de uma comprar totalmente influenciada por tendências, você vai usar muito mais tempo e não vai correr o risco de comprar algo para depois deixar ocupando espaço no guarda-roupa.
Pense nisso e se vista com personalidade. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Contagem regressiva...

Daqui a exato um ano saberemos quais serão os candidatos eleitos que vão estar à frente da política em nossos municípios. O prazo de filiação partidária para aquelas pessoas com intenção de se candidatar terminou ontem e agora começa a disputa por um mandato de quatro anos, seja como vereador, seja como prefeito.
O importante a frisar neste momento é que a população precisa prestar muita atenção em quem realmente fez ou faz alguma coisa pelo bem de todos e não por favorecer um ou outro com uma vaguinha em um concurso furado ou por dizer que foi o responsável por isso ou por aquilo.
Nesses próximos 356 dias o jogo de interesse vai mudar o comportamento de muitos aspirantes ao Executivo e Legislativo Municipal. Vai ter gente te cumprimentando nas ruas, se aproximando e puxando conversa como se a amizade existisse há muito tempo, além das promessas que sempre aumentam, mas que raramente se cumprem.
Eleitores, cuidado! Desconfiem daqueles que vierem muito solícitos até vocês. Muitos vão tentar comprar seu voto com uma cesta básica, pagando uma conta ou outra, um botijão de gás, uma promessa aqui e outra acolá. Esses, eliminem das suas intenções de voto. Eles não merecem seu voto de confiança por mais quatro longos anos.
Saiba analisar toda a trajetória deste político. Veja se ele fez a diferença ou se apenas frequentou as Sessões de Câmara como mero figurante. Procure saber se esse político lutou pelo interesse da população. Se ele buscou soluções para problemas e beneficiou os moradores de um bairro ou de uma localidade rural. Agora, se ele só trabalhou para arrumar a vida dos parentes, dos amigos mais próximos e para faturar um extra no final do mês, esse é um ótimo candidato a ficar fora das suas opções.
Outro fator que deve ser bem observado é que não importa se aquele político já está há vários mandatos atuando em sua cidade, cobre dele, senão, dê oportunidade para alguém que tem boas ideias e que ainda não teve a oportunidade de mostrar para que veio.
Uma decisão mal tomada, alicerçada à base de uma troquinha de favores pode fazer você se arrepender por quatro anos, por isso, pense e não se venda. Você vai ter um ano inteiro para escolher alguém que vai trazer prosperidade e crescimento para a sua cidade, então vote consciente!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sem comparações! Dê liberdade.

Sempre que um novo empregado é contratado acontece a mesma história. O empregador projeta nele toda a expectativa de que ele será igual ao funcionário que vai substituir. Por outro lado, o novo empregado sente-se inseguro, porque percebe toda essa carga de responsabilidade que jogam em suas mãos logo no primeiro dia.
As cobranças e comparações existem. A todo o momento vem alguém e diz que fulano fazia isso assim. Siclano fazia isso desse outro jeito. Beltrano era isso, era demais, era muito bom, era muito criativo e blá, blá, blá.
Para! Porque toda essa história já começou errado!
Você deve orientar a pessoa nas tarefas de responsabilidade dela, mas nunca querer os mesmos resultados obtidos da mesma forma. Vai ser tempo perdido.
Portanto, se você, empregador, vai contratar alguém pensando que essa pessoa será totalmente igual a outra, em todos os sentidos, você está cometendo um grave erro. Isso não vai acontecer.
Todo novo funcionário, com ou se experiência na área, jovem ou maduro, vai precisar de um tempo de adaptação e liberdade para trabalhar e, de preferência, em uma ambiente que seja totalmente favorável para ele conseguir mostrar o real motivo de ter sido contratado.
As cobranças e comparações com funcionários anteriores só farão dessa pessoa alguém inseguro, inibido, tentando viver representando um papel de um ex-empregado até certo modo, na visão dos colegas, “insubstituível”.
A criatividade, o entrosamento, as amizades e a liberdade serão fruto de todo um processo de segurança no local em que está. Por isso os elogios são uma boa dica para tentar diminuir essa tensão que o novo empregado sente. Elogios sim, fazem bem. Comparações não, limitam.
É importante lembrar que as pessoas podem não fazer todas as funções da mesma maneira, no mesmo tempo ou com a mesma facilidade, mas, no entanto, podem alcançar os mesmos resultados realizando as tarefas de maneiras mais eficientes e satisfatórias. Só é preciso dar tempo e condições.
Se você é empregador, reavalie como costuma tratar seus novos contratados. Se você é funcionário antigo em uma empresa, pare e pense se o motivo de um novato não se dar bem não tem um pinguinho de culpa sua. Agora se você é esse funcionário novo, não deixe que essas pressões te atrapalhem. Mostre que você consegue ser melhor do que seu antecessor, e prova disso, é você , hoje, estar no lugar que era dele!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dê preferência à vida!

A cada dia fica mais comum os telejornais anunciarem que recém-nascidos foram encontrados jogados em caçambas de lixo, rios, em rodovias ou mesmo abandonados a esmo.
Algumas pessoas tentam justificar essas ações como resultados de depressões pós parto ou como tentativa de se esconder uma criança fruto de uma gravidez indesejada, traição ou falta de recursos para criá-la.
No entanto, existem órgãos públicos e diversas entidades que se preocupam com esses inocentes e se responsabilizam em encaminhar esses menores para lares de pessoas que realmente desejam dar carinho e suporte necessários para que uma criança seja criada da forma que ela merece.
Motivos e razões a parte. Nada justifica essa atitude.
Enquanto muitas mulheres tentam se livrar de uma bênção de Deus, muitas outras sofrem porque não conseguem engravidar ou porque perderam seus filhos por algum tipo de doença ou tragédia do destino.
Existem tantos métodos eficazes para se evitar uma gravidez. O mais fácil, e que talvez não precise de um acompanhamento, seria a ligação das trompas, mas as mulheres também poderiam optar pelo uso de anticoncepcionais, diafragma, DIU, camisinha (masculina e feminina).
Se a pessoa não quiser tomar os cuidados necessários para evitar uma gravidez indesejada e depois abandonar a criança em uma situação de perigo a solução é encontrar alguém que queira cuidar dela. Assim que a gestante der a entrada no hospital, ela pode avisar que não tem interesse na criança. A mulher não precisa se preocupar, pois, nada irá acontecer a ela, e o bebê dela vai ter a chance de conseguir viver em um lar que o acolha bem.
Agora, essas mães que abandonam as crianças nesses vários lugares de risco, elas irão sim responder por abandono de incapazes e arcar com todas as consequências de seus atos e o peso de sua consciência, quando refletirem e perceberem a barbaridade que cometeram.
Se você não quiser seu bebê, acredite que existe alguém querendo cuidar dele.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Topa ou não topa?


Dinheiro pode não trazer a felicidade de ninguém, mas ajuda em muitos outros fatores. Ajuda na realização de sonhos materiais ou mesmo no tratamento de algumas doenças, com mais qualidade e, talvez, mais resultados.

Toda a semana basta as loterias acumularem em valores astronômicos para as filas nas lotéricas também aumentarem nas mesmas proporções.
Enquanto alguns buscam enriquecer trabalhando de maneira honesta, o que nem todos conseguem, outros tentam a sorte em títulos de capitalização e outros tantos sonhadores em programas de televisão.
Esses últimos, então, fazem qualquer coisa pelos 15 minutinhos de fama e acabam se sujeitando a determinadas provas que, às vezes, fica difícil de acreditar como alguém seria capaz de fazer isso ou aquilo apenas pela possibilidade de ser o vencedor e não pela certeza.
Não entendeu? Vou explicar.
Existem alguns programas que oferecem prêmios milionários, mas que apenas expõe seus participantes. Mostra como eles realmente são, suas qualidades e fraquezas e como se comportam em confinamento com outras pessoas. Outros, no entanto, querem realmente provar que algumas pessoas fazem qualquer coisa para conseguir um dinheiro extra.
Assistindo a um desses programas esses dias eu comecei a analisar os participantes. Todos se acham os intocáveis. Chegam botando banca e já tentando por pressão sobre os participantes mais fracos. Fazem provas suspensos no ar, de resistência e de superação. Até aqui tudo bem, nada fora do comum. Enfrentar alguns medos faz bem, mostra que podemos ir mais longe do que, às vezes, imaginamos que pudéssemos ir.
O problema está nessas provas de comida. Tem gente que come determinadas coisas. É macarronada com minhoca, pizza com baratas a larvas, ovos galados (fecundados), olhos de cabra, cérebro de bode e por aí segue a extensa lista de nojeiras que esses programas oferecem de cardápio para os participantes com hábitos alimentares duvidosos e sem interesse para a totalidade dos telespectadores.
Outro ponto que me chama atenção nesses programas é quando as provas envolvem baratas, cobras e outros bichos que dão arrepio em muitas pessoas só de pensar em pegar ou ficar próximo a eles. Algumas das mulheres participantes, em uma situação normal, em suas casas ou fora do programa, fariam um escândalo só de ver uma baratinha aqui, uma aranha ali e já imaginou um sapo? Subiriam no sofá, na cadeira e começariam aquela gritaria. Mas no programa elas, mesmo com medo, e sabendo que nada irá acontecê-las, elas fazem e muitas vezes conseguem desempenhos melhores do que muitos machões.
Eu sei que nunca me inscreveria para um programa desses. O valor do prêmio até que é de se encher os olhos, mas meu estômago me trairia na primeira prova de comida. E vocês leitores, vocês seriam capazes de superar seus limites e realizar essas provas?
Se sim, parabéns. Caso sua resposta seja não, você, com certeza, faz parte da grande maioria, aqueles que preferem apenas assistir!

As metades da laranja...*

Quem algum dia já imaginou encontrar o amor de sua vida em uma rodoviária, em plena segundona e às 6h30 da manhã?
Acredite. Não é difícil!
Mas antes de contar como essa história termina, vamos saber como tudo começou.
Estela era uma moça tranquila. Era de ficar em casa e não trazia problemas para seus pais quando o assunto era namoricos.
Na adolescência ela se sentia um pouco distante das outras pessoas, talvez um pouco diferente por não ter entendido as dúvidas e perguntas que ficavam martelando em sua cabeça, ou, às vezes, apenas uma fase difícil.
Mas bem dentro do seu coração, ela sabia que a sua decisão seria essencial para que um dia ela pudesse ser feliz ao lado de alguém.
Bem que ela tentou se envolver com um rapaz, mas não conseguiu manter o romance por muito tempo, não era o que ela queria e nem a pessoa que ela desejava.
Foi difícil, mas ela se descobriu, ou melhor, se aceitou e o medo de se abrir para os pais começou ser a sua principal dor de cabeça.
Após muito tempo escondendo seus reais sentimentos, ela decidiu que para ser realmente feliz, seus pais teriam de saber e aceitá-la. Então ela decidiu contar tudo que ela sentia para eles. O medo desapareceu no momento em que seus pais, mesmo chocados com a revelação, a acolheram e a apoiaram.
Agora só faltava Estela encontrar um verdadeiro amor e após algumas tentativas mal sucedidas o amor apareceu em um lugar nada comum, mas que deu sorte.
Há 10 anos Estela voltava de viagem e entre um ônibus e outro estava em uma rodoviária, em uma segunda-feira, às 6h30 da manhã, quando de repente aconteceu.
Foi amor a primeira vista! Uma flechinha certeira, cheia de segundas intenções e uma certeza, no amor não existe lugar para o preconceito quando as pessoas querem ser felizes.
Quinze dias após a troca de olhares elas já eram muito mais do que apenas duas simples mulheres atingidas pelo cupido, eram uma só e passaram a compartilhar juntas seus sonhos, alegrias, tristezas e incertezas.
O cupido aprontou das suas e uniu duas pessoas que se procuravam e que quando se olharam não tiveram dúvidas de que uma linda história de amor nasceria daquela troca de olhares.
Se você passa pelo mesmo sofrimento que Estela passou, pense que a única pessoa capaz de te permitir ser feliz, é você mesmo.
Sua orientação sexual não te torna melhor ou pior do que alguém, apenas te faz uma pessoa igual às demais.

*Texto baseado em fatos reais. Os nomes são fictícios para preservar os envolvidos.

Lágrimas ...

Você já percebeu que as lágrimas nos acompanham por toda a nossa vida?
Quando nascemos choramos para anunciar para todos a nossa chegada. Nada dessa história de que ficamos assustados, que estranhamos as luzes, o ambiente diferente do qual passamos nossos primeiros nove meses de vida ou pelo leve tapinha do médico. Fazemos isso por puro exibicionismo, afinal, somos novos no pedaço e alguém precisa comemorar a nossa chegada.
Depois continuamos a chorar. Só que por motivos diversos, como fome, frio/calor, cólicas ou porque queremos ficar no colo sentindo o calor de alguém que nos passe proteção.
Com os primeiros passos, damos nossos primeiros tombos e mais lágrimas de susto ou de dor.
Ainda nessa fase aprendemos que chorar às vezes é um bom negócio, com isso descobrimos a famosa “birra”. Coitado dos nossos pais, daqui para frente tudo que quisermos tem de ser feito, senão, mais lágrimas.
Conforme vamos crescendo passamos a controlar mais nossas lágrimas e a esconder os nossos sentimentos. Muitas vezes deixamos de chorar perto das pessoas por vergonha de expressar o que realmente estamos sentindo e guardamos o choro para um momento particular, só nosso. Ou então, precisamos nos manter forte o suficiente para consolar alguém especial que precise da nossa ajuda e atenção.
O interessante é que não importa se as lágrimas são de felicidade ou de tristeza, elas sempre aparecem independentemente da situação e muitas vezes sem que consigamos controlar. Que noiva não se emociona e derrama lágrimas de felicidade em seu casamento, quando vemos o nosso nome entre os aprovados do vestibular ou quando conseguimos realizar aquele sonho que temos desde criança, no entanto, nem sempre nossas lágrimas são fruto de momentos que gostamos de recordar. Também choramos de saudade de quem está longe e de quem já não tem mais como voltar.
Se por um lado anunciamos a nossa chegada com um chorinho ardido e de felicidade para nossos pais, quando partimos, o fazemos em silêncio e deixamos que outras lágrimas, de outras pessoas, sejam derramadas por que desde momento em diante estaremos ausentes, ou melhor, presentes apenas nas boas lembranças e momentos felizes que, um dia, compartilhamos com eles.
Essa semana o que me chamou a atenção foi o choro de tristeza de uma garotinha que não queria se despedir do corpo do avô e encontrou consolo nos braços da mãe, a mesma que a acalmou no dia de seu nascimento. O choro que no domingo foi de alegria por reencontrá-lo, ainda vivo, na segunda foi pela tristeza de ter de vê-lo partir.