sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As metades da laranja...*

Quem algum dia já imaginou encontrar o amor de sua vida em uma rodoviária, em plena segundona e às 6h30 da manhã?
Acredite. Não é difícil!
Mas antes de contar como essa história termina, vamos saber como tudo começou.
Estela era uma moça tranquila. Era de ficar em casa e não trazia problemas para seus pais quando o assunto era namoricos.
Na adolescência ela se sentia um pouco distante das outras pessoas, talvez um pouco diferente por não ter entendido as dúvidas e perguntas que ficavam martelando em sua cabeça, ou, às vezes, apenas uma fase difícil.
Mas bem dentro do seu coração, ela sabia que a sua decisão seria essencial para que um dia ela pudesse ser feliz ao lado de alguém.
Bem que ela tentou se envolver com um rapaz, mas não conseguiu manter o romance por muito tempo, não era o que ela queria e nem a pessoa que ela desejava.
Foi difícil, mas ela se descobriu, ou melhor, se aceitou e o medo de se abrir para os pais começou ser a sua principal dor de cabeça.
Após muito tempo escondendo seus reais sentimentos, ela decidiu que para ser realmente feliz, seus pais teriam de saber e aceitá-la. Então ela decidiu contar tudo que ela sentia para eles. O medo desapareceu no momento em que seus pais, mesmo chocados com a revelação, a acolheram e a apoiaram.
Agora só faltava Estela encontrar um verdadeiro amor e após algumas tentativas mal sucedidas o amor apareceu em um lugar nada comum, mas que deu sorte.
Há 10 anos Estela voltava de viagem e entre um ônibus e outro estava em uma rodoviária, em uma segunda-feira, às 6h30 da manhã, quando de repente aconteceu.
Foi amor a primeira vista! Uma flechinha certeira, cheia de segundas intenções e uma certeza, no amor não existe lugar para o preconceito quando as pessoas querem ser felizes.
Quinze dias após a troca de olhares elas já eram muito mais do que apenas duas simples mulheres atingidas pelo cupido, eram uma só e passaram a compartilhar juntas seus sonhos, alegrias, tristezas e incertezas.
O cupido aprontou das suas e uniu duas pessoas que se procuravam e que quando se olharam não tiveram dúvidas de que uma linda história de amor nasceria daquela troca de olhares.
Se você passa pelo mesmo sofrimento que Estela passou, pense que a única pessoa capaz de te permitir ser feliz, é você mesmo.
Sua orientação sexual não te torna melhor ou pior do que alguém, apenas te faz uma pessoa igual às demais.

*Texto baseado em fatos reais. Os nomes são fictícios para preservar os envolvidos.

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