sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quer passar em concurso, estude!

Canso de ouvir muitas pessoas falando que querem passar em concurso público com a intenção de acertar de vez a vida e adquirir uma certa segurança. Algumas vagas chegam a oferecer o salário dos sonhos e de uma vida confortável para os felizardos que conseguirem ser aprovados.
O problema de muitas dessas pessoas, que buscam ingressar no funcionalismo público, é que elas se encantam de mais com alguns benefícios e esquecem que para consegui-los, elas precisam antes passar para depois começar a planejar o que vão fazer.
A cada concurso aumenta o número de concorrentes, às vezes a relação candidato/vaga chega a mais de 1000 pessoas para disputar apenas uma vaga. Só que nem todas essas pessoas se preparam como deveriam.
Um professor uma vez me disse que do total de inscritos para um determinado cargo, apenas de 10% a 15% realmente se empenham e dedicam horas de estudo e preparação para conseguir bons resultados. O restante se perde entre pessoas que se inscrevem por pressão da família, os que acham que vão conseguir chutar as respostas e ter sorte e aqueles que nunca aparecem para nenhuma prova.
Ser aprovado em concursos não é fácil. O candidato deve ter a consciência de que manter uma rotina de estudos é fundamental. É de extrema importância o candidato reservar algumas horas diárias para essa finalidade. Geralmente a maioria dos concursos possui a mesma base, o mesmo conteúdo, ou seja, sempre são os mesmos tópicos de Língua Portuguesa, Matemática e Informática, que correspondem a pelo menos metade das questões, a outra metade resume-se a perguntas específicas voltadas à área de atuação.
No entanto, é crescente o número de certames que exigem conhecimento de Direito e Noções de Administração. Se o concurso exigir prova de condicionamento físico, fique atento aos exercícios que serão exigidos e comece a treinar, não chegue despreparado, pois essa etapa é sempre uma das últimas realizadas e, também, uma das que mais eliminam, já para aqueles que não vão tão bem na parte teórica é a chance de recuperar uma desvantagem. Já o psicológico não precisa de preparação, só de atenção para não falar alguma coisa que possa prejudicar.
A internet é uma ferramenta fundamental para quem realmente está comprometido a passar. Na rede, estão disponíveis inúmeras provas e simulados de vários concursos anteriores, além de todo o tipo de material necessário para ajudar na hora de se preparar, como vídeos, dicas e orientações.
Ficar atento aos acontecimentos também ajuda. Vários concursos trazem perguntas sobre Atualidades, portanto, ler jornais, revistas e assistir telejornais ajuda a ficar por dentro do que acontece, tanto no cenário nacional como internacional.
Vai fazer algum concurso? Então aproveite essas dicas, prepare-se e aproveite sua estabilidade. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ocê intendi?

Óia seu moço. Discurpa eu incomodá o sinhor, o cê num si ofendi não né? Mai é qui eu pricisava de prigunta uma coisa. Fai tempo qui eu to aqui isperano pra pega um ônibus, só qui eu num sei lê. Dava pro cê me avisá quando o ônibus da Vila Carli passá?
Sabe qui qui é? Quando eu era minino moço, assim como ocê, eu nunca qui tive muito gosto pelos livro, por istudo. Minha famia era grandi e tinha qui ajuda minha mãe a criá meus irmão mais novo. Meu pai morreu cedo, de mar dos purmão, e eu, comu era o mais véio, tive qui trabaia desdi muito piqueno. Intão istudei só o primero ano, mai num consigo intende direito as letra não. As vei imbaraia tudo. As iscola era longe, num tinha dessa facilidadi qui a mocidade de hoji tem. Meus irmão i eu tinha qui andá pra mais de 6km. Nóis morava nu sítio e dia di chuva intão nem tinha como i não.
Mais sabe seu moço, eu sofro cum isso. Hoji, mi faiz farta os istudo. Dá muita vergonha te qui fica sempri priguntando pros otro o que tá iscrito aqui ou ficá ixpricandu que so anarfabeto.
Uma veiz um rapaiz mi mostro o carru errado i eu fui pará do outro lado da cidadi. Comu eu só tinha dinhero pra pagá uma passage, tive qui vorta imbora a pé. Tava frio e chuveno, fiquei treis dia sem trabaia purque garrei uma gripi e fiquei duente.
Eu falo pros meu neto qui eles têm qui istudá, pra num te qui fica passano vergonha qui nem eu, mai é difici viu, eles num intendi e vivi fartano da iscola.
Intão si o sinhor pude mi ajudá eu fico muito do agradicido. Eu só peço procê num inganá eu não. Ocê mi intendi né seu moço?
Ocê istuda? Vai si forma pra dotor?
O ônibus veio e ele partiu agradecido. Nem tive muito tempo para conversar com ele. Seu nome até hoje não sei. Na verdade, nunca mais o encontrei. Ele já era de idade. Tinha marcas no rosto que mostravam o quão sofrida era a vida dele.
Embora ele não tenha pronunciado corretamente as palavras, eu consegui perfeitamente entender o que ele queria. Na verdade, ele fez o que muitas pessoas que tentam florear na hora de falar não conseguem. Ele transmitiu o recado e teve uma resposta.
Muito mais do que apenas uma simples informação sobre qual ônibus pegar para chegar ao seu destino, ele se deu como exemplo e me ensinou uma lição. Tente você também aprender com as situações que a vida de oferece. Cresça e seja mais humano.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Você faz a sua moda?

O mundo da moda sempre despertou o interesse de muitas pessoas. Existe uma gama de profissionais comprometidos em sempre inovar o mercado que fatura mais e mais a cada ano.
São semanas dedicadas especialmente para apresentar ao mundo, as novas coleções e novos talentos que despontam com suas ideias inovadoras em cortes, cores ousadas e traços modernos.
A cada duas estações – outono/inverno e primavera/verão – são escolhidos uns dois ou três tons que serão a sensação das vitrines e dos guarda-roupas de quem está antenado e gosta de se vestir acompanhando as tendências.
Muitas vezes, o que acontece não é a criação de novos modelos. Mas o resgate de muitas peças que um dia já fizeram sucesso e que agora voltam com força total e alguns detalhes diferentes.
Na internet as pessoas encontram diversos sites e blogs especializados que orientam com dicas, sugestões e soluções para uma ocasião que estar muito bem vestido faz a diferença.
Mas será que essa moda exótica das passarelas, realmente, é o que as pessoas usam no seu dia-a-dia?
Particularmente, nunca vi ninguém vestindo essas peças, com exceção em festas de entrega do Oscar ou algum evento high society.
O que se vê pelas ruas é a moda de uma peça ou acessório lançados com a ajuda de alguma celebridade.
O mais engraçado de toda essa história de estar na moda, é que na maioria das vezes as pessoas nem se imaginariam vestindo um determinado modelo ou combinação de peças, já que para muitos esse estereótipo vendido nem serviria ou não ficaria legal.
O ideal mesmo é cada pessoa se vestir com as cores e modelos que se sente bem. Não adianta padronizar e cair na estratégia das lojas e acabar comprando um monte de roupas que, provavelmente, você não vai usar mais, porque do mesmo jeito que a moda chega, ela também vai. Agora, uma peça que você compra porque já é de seu gosto e não foi resultado de uma comprar totalmente influenciada por tendências, você vai usar muito mais tempo e não vai correr o risco de comprar algo para depois deixar ocupando espaço no guarda-roupa.
Pense nisso e se vista com personalidade. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Contagem regressiva...

Daqui a exato um ano saberemos quais serão os candidatos eleitos que vão estar à frente da política em nossos municípios. O prazo de filiação partidária para aquelas pessoas com intenção de se candidatar terminou ontem e agora começa a disputa por um mandato de quatro anos, seja como vereador, seja como prefeito.
O importante a frisar neste momento é que a população precisa prestar muita atenção em quem realmente fez ou faz alguma coisa pelo bem de todos e não por favorecer um ou outro com uma vaguinha em um concurso furado ou por dizer que foi o responsável por isso ou por aquilo.
Nesses próximos 356 dias o jogo de interesse vai mudar o comportamento de muitos aspirantes ao Executivo e Legislativo Municipal. Vai ter gente te cumprimentando nas ruas, se aproximando e puxando conversa como se a amizade existisse há muito tempo, além das promessas que sempre aumentam, mas que raramente se cumprem.
Eleitores, cuidado! Desconfiem daqueles que vierem muito solícitos até vocês. Muitos vão tentar comprar seu voto com uma cesta básica, pagando uma conta ou outra, um botijão de gás, uma promessa aqui e outra acolá. Esses, eliminem das suas intenções de voto. Eles não merecem seu voto de confiança por mais quatro longos anos.
Saiba analisar toda a trajetória deste político. Veja se ele fez a diferença ou se apenas frequentou as Sessões de Câmara como mero figurante. Procure saber se esse político lutou pelo interesse da população. Se ele buscou soluções para problemas e beneficiou os moradores de um bairro ou de uma localidade rural. Agora, se ele só trabalhou para arrumar a vida dos parentes, dos amigos mais próximos e para faturar um extra no final do mês, esse é um ótimo candidato a ficar fora das suas opções.
Outro fator que deve ser bem observado é que não importa se aquele político já está há vários mandatos atuando em sua cidade, cobre dele, senão, dê oportunidade para alguém que tem boas ideias e que ainda não teve a oportunidade de mostrar para que veio.
Uma decisão mal tomada, alicerçada à base de uma troquinha de favores pode fazer você se arrepender por quatro anos, por isso, pense e não se venda. Você vai ter um ano inteiro para escolher alguém que vai trazer prosperidade e crescimento para a sua cidade, então vote consciente!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sem comparações! Dê liberdade.

Sempre que um novo empregado é contratado acontece a mesma história. O empregador projeta nele toda a expectativa de que ele será igual ao funcionário que vai substituir. Por outro lado, o novo empregado sente-se inseguro, porque percebe toda essa carga de responsabilidade que jogam em suas mãos logo no primeiro dia.
As cobranças e comparações existem. A todo o momento vem alguém e diz que fulano fazia isso assim. Siclano fazia isso desse outro jeito. Beltrano era isso, era demais, era muito bom, era muito criativo e blá, blá, blá.
Para! Porque toda essa história já começou errado!
Você deve orientar a pessoa nas tarefas de responsabilidade dela, mas nunca querer os mesmos resultados obtidos da mesma forma. Vai ser tempo perdido.
Portanto, se você, empregador, vai contratar alguém pensando que essa pessoa será totalmente igual a outra, em todos os sentidos, você está cometendo um grave erro. Isso não vai acontecer.
Todo novo funcionário, com ou se experiência na área, jovem ou maduro, vai precisar de um tempo de adaptação e liberdade para trabalhar e, de preferência, em uma ambiente que seja totalmente favorável para ele conseguir mostrar o real motivo de ter sido contratado.
As cobranças e comparações com funcionários anteriores só farão dessa pessoa alguém inseguro, inibido, tentando viver representando um papel de um ex-empregado até certo modo, na visão dos colegas, “insubstituível”.
A criatividade, o entrosamento, as amizades e a liberdade serão fruto de todo um processo de segurança no local em que está. Por isso os elogios são uma boa dica para tentar diminuir essa tensão que o novo empregado sente. Elogios sim, fazem bem. Comparações não, limitam.
É importante lembrar que as pessoas podem não fazer todas as funções da mesma maneira, no mesmo tempo ou com a mesma facilidade, mas, no entanto, podem alcançar os mesmos resultados realizando as tarefas de maneiras mais eficientes e satisfatórias. Só é preciso dar tempo e condições.
Se você é empregador, reavalie como costuma tratar seus novos contratados. Se você é funcionário antigo em uma empresa, pare e pense se o motivo de um novato não se dar bem não tem um pinguinho de culpa sua. Agora se você é esse funcionário novo, não deixe que essas pressões te atrapalhem. Mostre que você consegue ser melhor do que seu antecessor, e prova disso, é você , hoje, estar no lugar que era dele!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dê preferência à vida!

A cada dia fica mais comum os telejornais anunciarem que recém-nascidos foram encontrados jogados em caçambas de lixo, rios, em rodovias ou mesmo abandonados a esmo.
Algumas pessoas tentam justificar essas ações como resultados de depressões pós parto ou como tentativa de se esconder uma criança fruto de uma gravidez indesejada, traição ou falta de recursos para criá-la.
No entanto, existem órgãos públicos e diversas entidades que se preocupam com esses inocentes e se responsabilizam em encaminhar esses menores para lares de pessoas que realmente desejam dar carinho e suporte necessários para que uma criança seja criada da forma que ela merece.
Motivos e razões a parte. Nada justifica essa atitude.
Enquanto muitas mulheres tentam se livrar de uma bênção de Deus, muitas outras sofrem porque não conseguem engravidar ou porque perderam seus filhos por algum tipo de doença ou tragédia do destino.
Existem tantos métodos eficazes para se evitar uma gravidez. O mais fácil, e que talvez não precise de um acompanhamento, seria a ligação das trompas, mas as mulheres também poderiam optar pelo uso de anticoncepcionais, diafragma, DIU, camisinha (masculina e feminina).
Se a pessoa não quiser tomar os cuidados necessários para evitar uma gravidez indesejada e depois abandonar a criança em uma situação de perigo a solução é encontrar alguém que queira cuidar dela. Assim que a gestante der a entrada no hospital, ela pode avisar que não tem interesse na criança. A mulher não precisa se preocupar, pois, nada irá acontecer a ela, e o bebê dela vai ter a chance de conseguir viver em um lar que o acolha bem.
Agora, essas mães que abandonam as crianças nesses vários lugares de risco, elas irão sim responder por abandono de incapazes e arcar com todas as consequências de seus atos e o peso de sua consciência, quando refletirem e perceberem a barbaridade que cometeram.
Se você não quiser seu bebê, acredite que existe alguém querendo cuidar dele.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Topa ou não topa?


Dinheiro pode não trazer a felicidade de ninguém, mas ajuda em muitos outros fatores. Ajuda na realização de sonhos materiais ou mesmo no tratamento de algumas doenças, com mais qualidade e, talvez, mais resultados.

Toda a semana basta as loterias acumularem em valores astronômicos para as filas nas lotéricas também aumentarem nas mesmas proporções.
Enquanto alguns buscam enriquecer trabalhando de maneira honesta, o que nem todos conseguem, outros tentam a sorte em títulos de capitalização e outros tantos sonhadores em programas de televisão.
Esses últimos, então, fazem qualquer coisa pelos 15 minutinhos de fama e acabam se sujeitando a determinadas provas que, às vezes, fica difícil de acreditar como alguém seria capaz de fazer isso ou aquilo apenas pela possibilidade de ser o vencedor e não pela certeza.
Não entendeu? Vou explicar.
Existem alguns programas que oferecem prêmios milionários, mas que apenas expõe seus participantes. Mostra como eles realmente são, suas qualidades e fraquezas e como se comportam em confinamento com outras pessoas. Outros, no entanto, querem realmente provar que algumas pessoas fazem qualquer coisa para conseguir um dinheiro extra.
Assistindo a um desses programas esses dias eu comecei a analisar os participantes. Todos se acham os intocáveis. Chegam botando banca e já tentando por pressão sobre os participantes mais fracos. Fazem provas suspensos no ar, de resistência e de superação. Até aqui tudo bem, nada fora do comum. Enfrentar alguns medos faz bem, mostra que podemos ir mais longe do que, às vezes, imaginamos que pudéssemos ir.
O problema está nessas provas de comida. Tem gente que come determinadas coisas. É macarronada com minhoca, pizza com baratas a larvas, ovos galados (fecundados), olhos de cabra, cérebro de bode e por aí segue a extensa lista de nojeiras que esses programas oferecem de cardápio para os participantes com hábitos alimentares duvidosos e sem interesse para a totalidade dos telespectadores.
Outro ponto que me chama atenção nesses programas é quando as provas envolvem baratas, cobras e outros bichos que dão arrepio em muitas pessoas só de pensar em pegar ou ficar próximo a eles. Algumas das mulheres participantes, em uma situação normal, em suas casas ou fora do programa, fariam um escândalo só de ver uma baratinha aqui, uma aranha ali e já imaginou um sapo? Subiriam no sofá, na cadeira e começariam aquela gritaria. Mas no programa elas, mesmo com medo, e sabendo que nada irá acontecê-las, elas fazem e muitas vezes conseguem desempenhos melhores do que muitos machões.
Eu sei que nunca me inscreveria para um programa desses. O valor do prêmio até que é de se encher os olhos, mas meu estômago me trairia na primeira prova de comida. E vocês leitores, vocês seriam capazes de superar seus limites e realizar essas provas?
Se sim, parabéns. Caso sua resposta seja não, você, com certeza, faz parte da grande maioria, aqueles que preferem apenas assistir!

As metades da laranja...*

Quem algum dia já imaginou encontrar o amor de sua vida em uma rodoviária, em plena segundona e às 6h30 da manhã?
Acredite. Não é difícil!
Mas antes de contar como essa história termina, vamos saber como tudo começou.
Estela era uma moça tranquila. Era de ficar em casa e não trazia problemas para seus pais quando o assunto era namoricos.
Na adolescência ela se sentia um pouco distante das outras pessoas, talvez um pouco diferente por não ter entendido as dúvidas e perguntas que ficavam martelando em sua cabeça, ou, às vezes, apenas uma fase difícil.
Mas bem dentro do seu coração, ela sabia que a sua decisão seria essencial para que um dia ela pudesse ser feliz ao lado de alguém.
Bem que ela tentou se envolver com um rapaz, mas não conseguiu manter o romance por muito tempo, não era o que ela queria e nem a pessoa que ela desejava.
Foi difícil, mas ela se descobriu, ou melhor, se aceitou e o medo de se abrir para os pais começou ser a sua principal dor de cabeça.
Após muito tempo escondendo seus reais sentimentos, ela decidiu que para ser realmente feliz, seus pais teriam de saber e aceitá-la. Então ela decidiu contar tudo que ela sentia para eles. O medo desapareceu no momento em que seus pais, mesmo chocados com a revelação, a acolheram e a apoiaram.
Agora só faltava Estela encontrar um verdadeiro amor e após algumas tentativas mal sucedidas o amor apareceu em um lugar nada comum, mas que deu sorte.
Há 10 anos Estela voltava de viagem e entre um ônibus e outro estava em uma rodoviária, em uma segunda-feira, às 6h30 da manhã, quando de repente aconteceu.
Foi amor a primeira vista! Uma flechinha certeira, cheia de segundas intenções e uma certeza, no amor não existe lugar para o preconceito quando as pessoas querem ser felizes.
Quinze dias após a troca de olhares elas já eram muito mais do que apenas duas simples mulheres atingidas pelo cupido, eram uma só e passaram a compartilhar juntas seus sonhos, alegrias, tristezas e incertezas.
O cupido aprontou das suas e uniu duas pessoas que se procuravam e que quando se olharam não tiveram dúvidas de que uma linda história de amor nasceria daquela troca de olhares.
Se você passa pelo mesmo sofrimento que Estela passou, pense que a única pessoa capaz de te permitir ser feliz, é você mesmo.
Sua orientação sexual não te torna melhor ou pior do que alguém, apenas te faz uma pessoa igual às demais.

*Texto baseado em fatos reais. Os nomes são fictícios para preservar os envolvidos.

Lágrimas ...

Você já percebeu que as lágrimas nos acompanham por toda a nossa vida?
Quando nascemos choramos para anunciar para todos a nossa chegada. Nada dessa história de que ficamos assustados, que estranhamos as luzes, o ambiente diferente do qual passamos nossos primeiros nove meses de vida ou pelo leve tapinha do médico. Fazemos isso por puro exibicionismo, afinal, somos novos no pedaço e alguém precisa comemorar a nossa chegada.
Depois continuamos a chorar. Só que por motivos diversos, como fome, frio/calor, cólicas ou porque queremos ficar no colo sentindo o calor de alguém que nos passe proteção.
Com os primeiros passos, damos nossos primeiros tombos e mais lágrimas de susto ou de dor.
Ainda nessa fase aprendemos que chorar às vezes é um bom negócio, com isso descobrimos a famosa “birra”. Coitado dos nossos pais, daqui para frente tudo que quisermos tem de ser feito, senão, mais lágrimas.
Conforme vamos crescendo passamos a controlar mais nossas lágrimas e a esconder os nossos sentimentos. Muitas vezes deixamos de chorar perto das pessoas por vergonha de expressar o que realmente estamos sentindo e guardamos o choro para um momento particular, só nosso. Ou então, precisamos nos manter forte o suficiente para consolar alguém especial que precise da nossa ajuda e atenção.
O interessante é que não importa se as lágrimas são de felicidade ou de tristeza, elas sempre aparecem independentemente da situação e muitas vezes sem que consigamos controlar. Que noiva não se emociona e derrama lágrimas de felicidade em seu casamento, quando vemos o nosso nome entre os aprovados do vestibular ou quando conseguimos realizar aquele sonho que temos desde criança, no entanto, nem sempre nossas lágrimas são fruto de momentos que gostamos de recordar. Também choramos de saudade de quem está longe e de quem já não tem mais como voltar.
Se por um lado anunciamos a nossa chegada com um chorinho ardido e de felicidade para nossos pais, quando partimos, o fazemos em silêncio e deixamos que outras lágrimas, de outras pessoas, sejam derramadas por que desde momento em diante estaremos ausentes, ou melhor, presentes apenas nas boas lembranças e momentos felizes que, um dia, compartilhamos com eles.
Essa semana o que me chamou a atenção foi o choro de tristeza de uma garotinha que não queria se despedir do corpo do avô e encontrou consolo nos braços da mãe, a mesma que a acalmou no dia de seu nascimento. O choro que no domingo foi de alegria por reencontrá-lo, ainda vivo, na segunda foi pela tristeza de ter de vê-lo partir.

A despedida

Os olhos não se mexiam e se fixavam em apenas uma direção. Lá estava ele apenas olhando para ela. Sentado, meio que encolhido na imensidão da gelada cadeira da sala que jazia sua esposa. Recordando talvez tudo que viveram juntos em mais de 50 anos de casamento ou se desculpando de não tê-la dito que a amava pela última vez antes de ela partir.
Não havia mais espaço para recordações tristes ou motivos para discussão. Só o que lhe vinha à cabeça eram os bons momentos que viveram juntos.
Ora uma lágrima solitária escorria pelo rosto dele, ora uma coçadinha sem jeito na testa, já marcada pelo tempo, pelos mais de 70 anos de vida, traduziam todo o sentimento daquele diálogo silencioso.
Os últimos 40 dias do casal talvez tenham sido os mais intensos. A descoberta da doença e a expectativa de que a cura seria apenas questão de tempo deu lugar para orações palavras de incentivo. Muitas dores e outras complicações deram rumos diferentes e o juramento, feito no dia do casamento, se cumpriu. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe, e os separou.
Ainda de volta ao fixo olhar, do então viúvo, sentimentos eram revelados e a reprise da história do casal se passava. O primeiro contato, ainda tímido pela rigidez e bons costumes da época. O início do namoro com os pais sentados juntos ao sofá e mais tarde o casamento, a festa e o primeiro filho, dos oito nascidos do casal.
A hora passava rápido e o momento da despedida final foi se aproximando. Junto aos filhos, ao redor da esposa, o último carinho no rosto frio e sem expressão despertou a vontade de chorar e de dizer tudo que o apertava no peito. As palavras tentaram sair, mas foram sucumbidas pelos soluços de tristeza.
Só o que restou naquele momento foi o abraço de conforto daqueles que também estavam sofrendo.
De volta em sua casa, depois de uma noite inteira se despedindo, ele se senta no sofá e se imagina como será a partir de agora. Com quem conversar e dividir os bons e os maus momentos. Com quem relembrar do tempo da juventude e compartilhar olhares e gestos de carinho.
Os olhos cansados se rendem e ele adormece. De repente, em um sonho bom o reencontro e a esperança de que nada tivesse acontecido. 

E o sol voltou a brilhar...*

          Difícil era não notar a presença daquela mineirinha e de seu sotaque peculiar e único na sala de aula. Nina era expansiva, alegre e contagiava todos ao seu redor com seu lindo sorriso.
Ela não era nada tímida, muito menos cheia de frescuras. Era amiga de todos, desde o mais convencido a riquinho à faxineira ou vendedor de bugigangas na rua.
Por ironia do destino ou apenas fatalidade, um dia um desconhecido marcou a vida e mudou o comportamento de Nina.
A jovem que era feliz e contagiava todos com a sua alegria, agora se entregava para uma inimiga invisível, e que só ela poderia derrotar, a depressão.
Tudo aconteceu em uma noite que Nina voltava da casa de seu namorado. Era tarde e não havia quase ninguém na rua, exceto ela e o infeliz que tirou dela a vontade de viver.
Ele estava de roupas velhas, parecia ser jovem, mas com um ar de castigado pelo tempo ou por seus hábitos, e empurrava uma bicicleta. Nina percebeu sua presença na rua vazia e tentou mudar o caminho que faria até chegar em casa. Só o que ela conseguia ouvir naquele instante era o pulsar acelerado do seu coração e o barulho que a bicicleta velha fazia com o estalar de suas raias já enferrujadas.
Nina foi sentindo o rapaz se aproximar. Várias coisas se passavam em sua cabeça. Quanto mais rápido ela andava, mas desespero e dúvidas tomavam conta dela. Até que ele não deu mais espaço para ela e a segurou pelo braço. Nina quase desmaiou. Bem baixinho ele disse a ela para não gritar ou esboçar qualquer tipo de reação e mandou que ela o seguisse e obedecesse a suas ordens.
Ela pensou que ele iria matá-la. De repente, uma viatura da polícia passou próximo aos dois. Nina até pensou em correr até os policiais ou dar algum tipo de sinal para que eles a ajudassem, mas antes que ela pudesse reagir, ele a ameaçou. Disse que se ela tentasse alguma coisa, ele a mataria ali mesmo.
Nina obedeceu e o acompanhou até uma praçinha próxima a sua casa. Apenas alguns metros de casa e, mesmo assim, sozinha naquela terrível situação.
O rapaz não teve piedade nenhuma. Rasgou as roupas de Nina e a possuiu a força. A cada gemido de dor ele a espancava. Nina teve que aguentar calada e fazer tudo que ele pedia.
O tempo que ela ficou com ele parecia uma eternidade. Depois que ele fez tudo que quis, ele a chutou e a deixou ali, no meio daquela praça, nua, ferida, violentada e a chutou. Ironicamente ele ainda perguntou se ela havia gostado, como ela não respondeu ele a socou até que respondesse o que ele queria ouvir.
O desconhecido não levou nada mais dela, só a sua vontade de viver e sua felicidade.
Ainda sem forças para se levantar por causa dos ferimentos, Nina conseguiu tatear o chão até encontrar o seu celular. Como não sabia onde o estuprador estava, ligou para o seu namorado e deixou a chamada no viva voz.
O namorado dela ficou cheio de culpa pelo que havia acontecido. Já no hospital ele tentava entrar em contato com a família dela, enquanto isso, Nina estava na sala de cirurgia para fazer uma reconstituição facial e de suas partes íntimas.
Antes era o medo do que poderia acontecer a ela, agora o batalhão de exames e remédios que poderiam evitar que ela não contraísse algum tipo de doença, ou mesmo, uma gravidez indesejada.
Os dias seguintes não foram fáceis. Mesmo com toda a ajuda profissional e apoio dos amigos e familiares era difícil não se lembrar de tudo que aconteceu naquela noite.
A vontade dela era a de se afastar de todos os homens que se aproximassem dela. Nas ruas surgia o pânico. Qualquer um na multidão poderia ser aquele delinquente. O som da voz dele surgia e desaparecia com o vento. Tudo girava e ficava confuso. Ela se sentia desprotegida e vulnerável a qualquer aproximação.
Muito aos poucos Nina foi conseguindo superar o atentado que sofrera. O sol para ela foi aos poucos voltando a brilhar. E o que ajudou em sua recuperação foi o seu envolvimento com outras mulheres que também passaram pelo mesmo que ela. A cada reunião era um pouco da antiga Nina que renascia e voltava ao normal.
Hoje em dia ela ainda tem pesadelos. Mas não se entrega à tristeza como fazia antes.
O que para ela um dia foi motivo de vergonha, agora se tornou um motivo para ajudar outras vítimas e lutar contra esse tipo de homens que usam de força e violência para satisfazer suas vontades doentias e perversas.
Nina faz parte de um grupo de apoio que ajuda pessoas que sofreram violência sexual. No seu trabalho, ela participa de palestras e leva a sua história a outras tantas “Ninas”, que assim como ela, também passaram por uma depressão profunda e que hoje buscam resgatar a felicidade e a vontade de viver.

*texto baseado em fatos reais. Nomes usados são fictícios, para não expor os envolvidos.

Acredite, você também consegue superar!*

Só o que se ouviu naquele instante foram um grito de dor e um pedido de socorro. Por distração ou destino, o sapato de José ficou enroscado na máquina que triturava o bagaço da cana e sem que ele pudesse reagir ficou prensado.
A dor real talvez não tenha sido sentida no momento em que seus dedos e depois seu pé começaram a ser esmagados e arrancados até que alguém desligou a máquina.
Será que era um pesadelo, alucinação ou aquela tragédia realmente estava acontecendo? O sangue já se espalhava pelo chão e os pedaços triturados de José se misturavam ao bagaço de cana amontoado.
O desespero de todos que presenciaram o triste fato foi imenso. O que fazer nessa situação? Como conduzir? Esperar o resgate ou tirar logo o que ainda restava da perna das engrenagens cruéis?
O telefone já não parava mais. Tanto por causa de parentes que ligavam, aflitos para saber notícias, como também para o pedido de socorro que demorava a chegar.
No hospital a correria continuou. José chegou e já foi encaminhado para o centro cirúrgico. Sua perna precisou ser amputada na altura do joelho. Seu corpo já muito fraco quase não respondia mais. Faltava sangue, faltava a perna, faltava força para continuar a viver. A única coisa que restava era a esperança de que tudo não passasse de um pesadelo.
Horas depois, já quase voltando da anestesia, a confirmação de que tudo era realidade foi um choque. E as perguntas começaram a surgir, uma atrás da outra, sem espaço de tempo para pensar.
Por que comigo? E agora o que vou fazer sem minha perna? Para José sua vida tinha acabado.
O tempo foi passando e José foi se readaptando a sua nova realidade. A habilidade com as mãos, antes utilizadas para o trabalho com a terra, agora servia para conduzir o par de muletas que o amparava e o possibilitava se locomover.
Depois da cicatrização chegou o momento do implante da perna mecânica. Exames e mais exames, viagens e mais viagens até a modelagem do aparelho ficar pronta para ser usada.
Um novo recomeço. Um reaprender a andar com uma perna de material totalmente estranho, frio e cheio de recordações. No começo as dores dos pinos, da vaidade, do constrangimento e da tristeza.
Dia após dia tudo, ou quase tudo, foi voltando ao normal. Já não exercia mais a função e o trabalho de antes, no entanto, as atividades mais leves realizava com muita vontade. O choque, o susto e a dor já começavam a deixar de assombrar aquelas lembranças e começava, então, a buscar forças para superar tudo que havia acontecido. A força da família nesse período foi essencial para a recuperação de José.
O período de lamentações foi gradativamente dando espaço ao conformismo. Mudar o que aconteceu já não era possível, mas dava para começar a pensar em voltar a viver normalmente, mesmo com algumas limitações por causa da prótese que agora fazia parte do seu corpo.
Um dia, menos de seis meses depois do ocorrido, José teve a oportunidade de participar de uma competição esportiva com modalidade para pessoas portadoras de deficiências físicas e necessidades especiais.
Lá, José presenciou a realidade de pessoas com deficiências bem mais graves do que a dele, mas que mesmo assim não ficavam se queixando disto ou daquilo.  Eram felizes e se esforçavam para mostrar que aquela deficiência não era motivo suficiente para por fim as suas atividades e que poderiam sim manter uma vida normal, mesmo limitadas em alguns momentos.
José estava no meio de pessoas com os mesmos problemas, dificuldades e experiências que ele. Pôde então percebe que ele não era aquela pessoa “bichada” com ele mesmo dizia. Era um vencedor, não pelas medalhas que conseguiu, mas pelo fato de não ter se dado por vencido, por não ficar pensando que a vida dele tinha acabado só por causa do que lhe aconteceu.
Quantos “Josés” não existem por aí à procura de uma situação que os façam resgatar a vontade de viver?
Se você já passou ou passa por algo parecido, não desanime nunca. Tudo tem um motivo para acontecer. Se você pensa que com você foi pior, olhe ao seu redor e aprenda com alguém que já passou pelo mesmo e não deixou de viver e nem de sorrir.
Tente superar e recomece de onde você parou. Com limitações ou não, você pode e consegue chegar longe. Acredite, você pode!

*texto baseado em fatos reais. Nomes usados são fictícios, para não expor os envolvidos.

O tempo traz...

Tempo, tempo, tempo. Muitas vezes é tudo que precisamos para nos recuperarmos de uma perda, de uma crise, de uma situação difícil, de tomar aquela decisão que pode mudar totalmente a nossa vida ou apenas deixar a poeira abaixar e a vida voltar ao normal, se é que isso às vezes acontece.
Muitos dizem que o melhor remédio para curar qualquer mal ou dor, é o tempo. Mas quanto tempo? O que fazer quando ele demora a passar e não chega logo o fim da dor, do sofrimento e só o que resta é a desesperança e a vontade de se esconder do mundo? A opção é esperar tudo voltar ao normal ou radicalizar e tomar medidas sem pensar e nem medir as consequências?
As atitudes e as respostas para cada uma dessas questões dependem de cada pessoa. Cada um sabe onde o seu calo aperta e quando chega a hora certa para reagir.
A vida é igual para todos, claro que com suas diferenças individuais, pois somos personalidades únicas. Mas no geral a regra da vida vale e é igual para todos, ou seja, morremos, perdemos nossos familiares e amigos, temos desilusões amorosas, tropeçamos e nos levantamos, sempre dando continuidade do ponto em que começamos a sofrer e a precisar desse tal de tempo.
De repente, depois de tanto esperar, com algum ou sem nenhum estímulo, levantamos a cabeça e percebemos que de nada adiantou ficar sofrendo pelo que já passou e que aconteceu de errado, então, começamos a enxergar que o melhor caminho é esquecer dos problemas e pensar nas soluções.
Nada de depressão ou cabeça baixa. É preciso ter força de vontade e coragem para enfrentar e vencer qualquer obstáculo que venha a surgir no nosso caminho. O tempo não para, ele voa! E rápido. E não existe meio de correr atrás dele e recuperá-lo. A ideia de recuperar o tempo perdido é mentira. O que podemos é tentar aproveitar o tempo que ainda nos resta para fazer as coisas certas.
O importante mesmo é ter em mente que não existe mal que nunca acabe e nem bem que dure para sempre!

Abra os olhos e sonhe!

Nos sonhos conseguimos ser tudo aquilo que sempre temos vontade de ter e de ser. Na fantasia que criamos, enquanto dormimos, tudo é belo, às vezes acontecem alguns pesadelos, mas logo acordamos e respiramos aliviados, pois tudo não passava de um simples sonho.
No entanto, o sonho em questão não é esse que temos enquanto dormimos e sim os que interferem diretamente em nossas vidas e, também, em nossas realizações.
Uma pessoa não é nada se ela não tiver sonhos, ambição, vontade de alçar novos e diferentes voos. Sonhar faz bem, faz crescer e dá sentido a nossas vidas.
Se realizar profissionalmente, ter um carro, se casar, ter filhos, ganhar na loteria, todos estes são exemplos que ilustram os desejos das pessoas. É claro que existem sonhos mais complexos e que requerem muito esforço de seu sonhador.
O que muitos não compreendem, e por isso desistem rapidamente de seus objetivos, é que os sonhos nem sempre são fáceis de ser realizados. É preciso muita luta e persistência, afinal, as pessoas não dão valor a nada que vem muito fácil.
No entanto, se demora um pouco para acontecer, aí já surgem as lamúrias, depressões e a ideia de que nada de bom acontece em sua vida.
Pare com isso! Saiba esperar. Tudo acontece em seu tempo certo.
Também não vai ficar sentado esperando o bonde dos desejos, a fada dos dentes ou o gênio da lâmpada passarem por você e te oferecerem três pedidos, pois isso não vai acontecer!
Seja persistente, mas não viva obcecado em realizar esse desejo, pode acontecer de você escolher os caminhos errados e não prestar atenção nas oportunidades certas.
Como diria o pensador Fernando Sabino, “no fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.
Todos os sonhos são possíveis, o que acontece é que alguns se tornam inviáveis e precisam ser repensados em relação às suas proporções.
Mas o importante em todo o processo é nunca desistir, vai que o seu sonho ainda não se realizou porque ainda não é o momento.
Pense a respeito e, talvez, quem sabe, por que não voltar a sonhar?

E a empatia?


Você é daquelas pessoas que vivem dizendo para os outros fazerem o que você diz, mas nunca repetirem o que você faz, principalmente se quem receberá a ação for você?
Sempre que alguém liga você deixa a pessoa esperando horas ao telefone, mas quando você faz a ligação deseja ser atendido antes do segundo toque?
Quando é você quem fez a dívida, gosta de parcelar o máximo possível, com direito a desconto, sem juros e se atrasa para pagar ainda acha que é normal, mas quando outra pessoa contrai uma dívida com você o pagamento tem que ser feito o mais rápido possível, melhor à vista, sem demoras e com direito a juros e cobrança em juízo?
Quando está em algum lugar que necessita esperar na fila você sempre arruma um jeitinho de furar a frente de outra pessoa só para ser atendido mais rápido, e quando o fazem com você a única saída que encontra é ficar reclamando e ofendendo quem tentou passar a frente?
Pois bem. Alguma coisa não deve estar legal com você, e uma ótima dica seria a refletir e pensar como tratar melhor as pessoas.É claro que tem dias que estamos estressados, de cabeça quente ou mesmo preocupados, mas nenhum desses motivos nos dá o direito de sermos mal educados com todos, afinal alguém gosta de ser mal tratado?
Por outro lado, algumas pessoas têm a seguinte lógica, eu primeiro, os outros depois ou, então, se o lucro não for meu também não será de mais ninguém. Esse pensamento não é certo, mas egoísta! As pessoas precisam ter empatia. Esse termo muito usado e de significado pouco conhecido e confundido com ‘ser simpático’, significa você tratar os outros como gostaria de ser tratado por eles, resumindo, é simplesmente se colocar no lugar no outro e avaliar, será que eu gostaria de ser tratado dessa maneira por alguém? 
Muito contrário do sentido de simpático utilizado pelas pessoas, que na maioria das vezes soa mais com ser falso, sentimento forçado do que propriamente ser empático.
Pois bem, se suas respostas foram não e se você não se enquadrou em nenhuma das situações acima, parabéns! Você sabe tratar as pessoas com empatia. Caso contrário, pense, reflita e faça a diferença!