quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os bons morrem jovens


Era uma manhã de sexta-feira do mês de agosto. Eu estava próximo a uma escola quando uma mulher me olhou triste e disse, “é, para morrer basta estar vivo!” Frase óbvia, mas com muito significado. Principalmente quando ela te marca por causa de uma tragédia ou uma perda. Lembro até hoje tudo que aconteceu depois daquele encontro. Na lembrança ainda está vivo todas as especulações, rumores e dúvidas acerca de um acidente que vitimou quatro jovens, dentre eles, uma amiga.
Ela era jovem, adorava se divertir e alegrar àqueles ao redor dela. Se não fosse o trágico destino, ela, provavelmente, ainda teria muitos anos de vida, mas, infelizmente, não teve.
Eles voltavam de uma festa quando o carro em que eles estavam se chocou com um poste e pôs fim às vidas deles. Ainda era madrugada, mas a correria de ambulância, corpo de bombeiros e socorro foi grande para tentar salvar algum possível sobrevivente.
A hora foi passando e a confirmação das mortes foi apenas uma questão de tempo. A notícia que ninguém gostaria de receber veio assim que as vítimas deram entrada na unidade de atendimento hospitalar, embora já soubessem que não havia mais esperança no momento em que foram retirados pelo resgate.
Ainda pela manhã, peritos trabalhavam no local onde ainda restava muita tristeza e dúvidas, além da lataria retorcida de um automóvel, o corpo do motorista, coberto por um saco preto; e muitos curiosos, inclusive eu, querendo ver os estragos provocados, talvez, por uma infelicidade do destino, embriaguez, falha mecânica ou o que quer que tenha sido concluído na época pela perícia.
Muitas pessoas não aceitam o fato de algumas pessoas morrerem ainda muito jovens. Para elas, a morte está ligada a pessoas idosas e doentes. Na verdade, deveria mesmo ser assim, mas não é. A morte não tem preferência por idade ou patologias. De repente, você pode passar mal e não resistir, independentemente se você é recém-nascido ou um centenário.
Quantas vezes não ouvi pessoas comentando que fulano sofreu um infarto fulminante e nem teve tempo de ser atendido. Quantas crianças e adolescente deixam este mundo vitimados pelo temível e impiedoso Câncer?
Existe uma música do Legião Urbana que diz,“É tão estranho, os bons morrem jovens. Assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais. Quando eu lhe dizia me apaixono todo dia e sempre a pessoa errada, você sorriu e disse, eu gosto de você também, só que você foi embora... cedo demais! Eu continuo aqui meu trabalho e meus amigos e me lembro de você em dias assim. Dia de chuva, dia de sol e o que sinto não sei dizer... Vai com os anjos. Vai em paz. Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade. Até a próxima vez... É tão estranho, os bons morrem antes. Me lembro de você e de tanta gente que se foi cedo demais! E cedo demais... Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis, só não aprendi a perder e eu que tive um começo feliz... Do resto não sei dizer. Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre, mais eu sei que você está bem agora. Só que neste mundo, o verão acabou cedo demais!”
Se realmente os bons morrem jovens, eu não sei dizer, mas que deixam um imenso vazio recheado de saudades, eu não posso negar. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sexta-feira treze


Sexta-feira treze é o dia que as galinhas pretas se escondem, os gatos pretos fazem a festa e as velas coloridas são todas vendidas das lojas.
De azar para uns e sorte para outros, a data é recheada de lendas e mistérios que causam medo e curiosidades nas pessoas.
Quem nunca ouviu a história da mula-sem-cabeça, lobisomem, mulher do bambuzeiro, fantasmas, magia negra e outras tantas lendas urbanas que mexem com a valentia de muitos e desperta a criatividade e curiosidade de outros.
Quando pequeno, sempre ouvia histórias contadas pela mãe, que também foram contadas pela minha avó, de um certo lobisomem que apareceu uma noite de sexta-feira treze na casa de minha avó e ficou ao lado da rede em que estava o meu tio, ainda bebê, enquanto minha avó fazia suas tarefas domésticas e trabalhos para fora.
Minha mãe conta que minha avó lavava roupas quando o meu tio começou a chorar. Preocupada, minha avó foi até a sala para ver o que havia acontecido. Quando ela chegou à sala, se assustou ao ver um cachorro preto enorme ao lado da rede em que meu tio estava.
A rede balançava e o meu tio esgoelava de tanto chorar. Diz minha mãe que minha avó ofereceu sal para o cachorro (lobisomem) e o tal teria ido buscar a oferta no outro dia pela manhã, no entanto, na forma humana. Se é verdade ou mentira não dá mais para saber, mas que por muito tempo eu ofereci sal para todos os cachorros pretos que passaram por mim em noites de sexta-feira treze eu não posso negar.
Tem muitas pessoas que também consideram a data seja ideal para fazer simpatias e macumbas. Então, juntam suas galinhas pretas, litros de cachaça, velas coloridas e partem rumo a qualquer encruzilhada para concluir o trabalho. Se dá certo eu não sei, mas que já vi muitos despachos em manhãs de sábado eu já vi.
Outros acreditam que na sexta-feira treze surge um portal entre os mundos que possibilita a passagem de almas penadas e demônios em busca de seus desafetos e louquinhos para assombrar e possuir pessoas para botar o terror no mundo.
Particularmente, não acredito nessas coisas, embora já tenha oferecido sal para os cachorros como revelei acima, no entanto, eu era criança e criança tem direito a acreditar nessas coisas. Agora, se você acredita e perdeu a oportunidade de fazer alguns desses trabalhos ou ficou morrendo de medo por causa das lendas ou pela falta de sorte da data, não se preocupe, as próximas sextas-feiras treze serão em setembro e dezembro, mas apenas de 2013.

Nada de herói, pai é de verdade!


Nada de pai herói. Muito clichê e pouco significativo. Que herói que é pai? Por acaso o Batmam, Homem Aranha, Super Homem, Jaspion ou Chapolin Colorado têm filhos? Não, no máximo um cachorro ou outro tipo de animal de estimação. Na verdade, eles nem têm tempo para ninguém, só estão preocupados em salvar a humanidade dos monstros e bandidos a solta por aí.
Pais são diferentes, são de verdade, de carne e osso, erram e aprendem com os erros. Ao contrário dos super-heróis, que não passam de personagens criados para mexer com a imaginação das crianças e dar mais emoção às histórias de quadrinhos e desenhos animados.
Meu pai não é herói, nem queria que fosse. Ele é simplesmente meu pai. Aquele que soube me mostrar que a vida é real e não uma simples ficção, onde visão raio-X, espadas mágicas ou varinhas de condão resoltem o problema. Com ele aprendi a pescar, embora não seja fã de peixe nem de pescaria, jogar cartas, inventar algumas histórias e ser uma pessoa do bem, claro, entre inúmeras outras coisas.
Meu pai é o meu exemplo para seguir. Embora seja mais apegado com minha mãe, o amor que sinto entre eles é igual. Meu pai é um homem honesto, simples e de bom coração. Às vezes me irrita ele não guardar mágoas dos outros e, por isso, ser feito de bobo por algumas pessoas que se aproveitam da generosidade dele.
É um santista confesso da geração Pelé e Cia. e um amante de filmes do saudoso Mazzaroppi. Quantas vezes ele não assistiu aos mesmos filmes e ainda acha graça, apesar de já ter decorado muitas cenas. Quer saber o que aconteceu ou o que vai acontecer nas novelas? Dê um pulinho em minha casa e ele logo te passa o resumo da semana.
É uma alma caridosa que passou por momentos difíceis, mas que percebeu que Deus o escolheu para ter mais uma chance de tentar recuperar o tempo perdido.
Quanto susto em “Seo João”? Idas e transferências de um hospital para o outro no meio da madrugada, totalmente desenganado pelos médicos, indicação para transplante como solução e muitas consultas e exames para tentar diminuir a dor e o sofrimento, tanto seu quanto nosso, meu e de minha mãe.
Mas como no final o bem sempre vence, você aproveitou a oportunidade e ainda está entre nós, sempre fazendo as nossas vontades e nos dando a alegria de compartilharmos uma nova manhã todo os dias.
Agradeço a ti por todas as oportunidades que, com sacrifício ou não, você pôde e ainda pode me oferecer.
Nem esquente em ser super-herói, seja apenas o pai que sempre foi para mim. O mundo que encontre outra pessoa para cuidar dele.
Feliz Dia dos Pais, em especial ao meu querido Pai!

Nithy


Preta, Nithynha, Linda, Zê, Gordinha, Bonita ou, simplesmente, Mãe. Não importa a forma carinhosa pela qual a chame, ela sempre vai me responder e estar ao meu lado seja em pensamento ou pessoalmente, me aconselhando ou apenas me fazendo entender através daquele silêncio, seguido daquele olhar que entrega o que está em seu coração.
Que assunto mais importante para eu falar hoje se não da minha querida Mãe?
Mulher séria e menina ao mesmo tempo. Zenith, com “th” nada de “i” ou “e” no final, é a minha melhor amiga, minha mãe, quem me ensinou a ser a pessoa que sou e a olhar para todos com o mesmo olhar, sem distinções de raça, religião ou opiniões.
Nos conhecemos apenas pelo olhar e, às vezes, penso até que lemos o pensamento um do outro.
Rimos juntos muitas vezes e discutimos outras tantas por motivos banais, por querer o bem do outro ou por algum ponto de discordância.
Parecemos irmãos quando, do nada, sem música, dançamos pela cozinha, dois para lá e dois para cá. Muitos bons momentos, os melhores da minha vida, justamente por ser ao lado da pessoa mais especial que Deus criou, especialmente, para mim.
Há quem diga que somos uma versão clara e outra escura. Não temos pudores em falar uma besteirinha aqui e outra ali, nem de fazer uma piadinha e ficar até roxo, sem fôlego de tanto rir e de fazer os outros rirem também, que o diga a minha noiva Daiane, que quase chora de tanto dar risada quando está junto de mim e de minha mãe. Somos dois palhaços assumidos e juntos formamos uma dupla perfeita.
Por ela eu brigo. Não me importo de onde venha a ofensa e nem com as consequências da minha valentia. Com ela ninguém mexe. Ninguém tem esse direito. Mas se alguém se atrever, eu estarei lá para fazer essa pessoa se arrepender de ter tirado uma simples lágrima de seus olhos. Se por ela nasci, por que, então, por ela não morrer?
Somos a loba e seu lobinho, um protege o outro e cuida para que a vida seja da melhor maneira possível.
Mãe, digo que te amo sem nenhuma vergonha de o dizer, adoro ficar abraçadinho com você, de falar com você, de apenas estar ao seu lado te olhando enquanto você dorme ou quando está concentrada em suas tarefas.
Agradeço a Deus todos os dias por fazer parte da minha vida. Sofro quando você chora e me satisfaço com apenas um simples sorriso seu. Minha mãe molecona, amiga, companheira, professora, guerreira, psicóloga e que adora música romântica, perfumes (o do “indinho” é o melhor) e colecionar revistas e outros cacarecos.
Minha pretinha linda e outras que fazem de tudo pela felicidade de seus filhos. Feliz Dias das Mães!

Down



Os olhos não mentem e revelam que aquela pessoa é especial. De início vem aquele certo ar de piedade, mas para quê? Eles pedem por sua piedade? Não. Eles apenas esperam o seu respeito.
Os portadores de Síndrome de Down são pessoas normais como todas as outras, embora, visivelmente, apresentem características peculiares provocadas por uma falha na divisão cromossômica.
Ontem, ao assistir a um seriado, dois professores discutiam como um discordava do tratamento dado pelo outro a uma aluna com Down. A aluna queria fazer parte das animadoras de torcida da escola, no entanto, a treinadora não a poupava da rigidez dos treinamentos. O professor então chegou à treinadora e disse que ela era muito severa com a aluna, visto as limitações que a mesma apresentava. A treinadora, sem rodeios, respondeu ao professor que o que a aluna menos queria naquele momento era ser tratada de maneira diferente, pois ela queria ser igual. O professor entendeu que realmente é assim que deve ser. Embora existam algumas limitações, como um tempo maior para fazer certos tipos de atividades como engatinhar, falar, aprender, eles não querem ser tratados como coitadinhos, eles querem conquistar o espaço deles e levar a vida como uma pessoa definida como normal pela sociedade.
Hoje, já no período de gestação, os pais conseguem saber se o filho vai ou não nascer com a síndrome. De momento, pode até ser um choque, pois eles fazem uma viagem ao futuro e tentam prever todo sofrimento e discriminação que o filho pode vir a sofrer por causa do Down. Mas depois que o bebê nasce e vai crescendo, os pais percebem que o sofrimento antecipado não tinha razão de existir, embora uma certa preocupação sempre vá existir, o que é totalmente normal entre pais e filhos ou pessoas queridas. Infelizmente, a descoberta da síndrome durante a gestação também pode terminar em abortos, já que muitas famílias desistem de tentar e optam pela crueldade de impedir que, uma pessoa que não tem culpa, tenha o direito a vida.
No entanto, aos pais que levam a gravidez a frente é muito importante que busquem informações sobre a síndrome. Não se pode negar que alguns cuidados são diferentes e que os resultados podem demorar um pouco mais que o normal para começar a aparecer.
Já tive experiências com crianças e adultos com Down e nada de ter dó deles não. São pessoas inteligentes, felizes, carinhosas e que merecem muito amor de toda a sociedade como qualquer outra criança.
O especial deles não está em ser diferente, mas em fazer com que as pessoas aprendam com eles muitos mais do que elas têm a ensiná-los.

Minha irmãzinha é um anjo!



Esta semana foi comemorado o Dia do Irmão. O dia todo as pessoas postaram no Facebook frases e fotos acompanhadas dos irmãos, revelando os momentos fraternos e felizes que passaram juntos.
 Por vontade do destino eu não pude fazer o mesmo, apesar de minha mãe ter engravidado três vezes, eu sou o único filho vivo, mas mesmo assim eu tenho um momento junto à minha irmãzinha que gostaria de compartilhar.
Eu ainda era pequeno, apenas cinco anos e meio, mas me lembro de tudo como se tivesse acontecido ontem. Minha mãe estava no banho quando começou a hemorragia, corremos para o hospital e a cesariana foi realizada. Nasceu uma bela menina, Suéllen, de sete meses e meio e alguns problemas respiratórios.
Três dias depois do nascimento, incubada e após muita falta de ar, ela nos deixou e levou com ela a oportunidade de eu ter alguém para crescer junto a mim, me deixando sozinho.
A primeira vez que a vi ela já estava sem vida deitada no necrotério do hospital para ser preparada para o funeral. Ela parecia uma boneca descansando o sono dos justos, uma verdadeira anjinha do Senhor. Fiz um carinho inocente no rosto da irmãzinha que jamais veria novamente e que nem iria brincar com a bola que eu havia comprado para dar a ela de presente quando chegasse em casa.
Minha mãe ainda estava internada e nem pode se despedir, eram duas perdas em menos de um ano (um aborto e agora a bebê). O velório foi na casa de minha avó paterna e de lá seguimos para o cemitério. Um caixãozinho branco levando dentro a minha provável companheira de travessuras, a menininha que eu iria defender dos marmanjões mal intencionados, a culpada de todas as minhas artes, a pessoinha que eu iria brigar por causa de um ou outro brinquedo, mas que depois de alguns segundos estaria novamente brincando e sorrindo ao meu lado.
Tudo isso já passou e nesses vinte e quatro anos de sua chegada e partida eu, às vezes, me pergunto como seria se a Suellen estivesse aqui conosco. Será que teríamos os mesmos gostos, seríamos amigos e teríamos as mesmas oportunidades? Isso ninguém poderá saber.
Por muitas vezes me perguntaram como é não ter irmãos, se é legal ser filho único, mas sempre respondi que eu tive uma irmã e que ela havia morrido bebê. No entanto, não sei explicar como é a sensação de ter e ser um irmão ou dividir o colo dos nossos pais.
A todos os irmãos eu deixo minhas felicitações. Aos que perderam seus irmãos eu deixo um conforto amigo e confissão de que compartilho da mesma dor neste dia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O feitiço virou contra o feiticeiro


Criança adora fazer bagunça e se divertir inventando historinhas para assustar os coleguinhas mais medrosos. Quando pequeno, confesso que fui muito sapeca e aproveitei bastante dos meus amiguinhos mais bobinhos. Mas um dia, a minha arte acabou por me deixar mais amedrontado que eles.
Em uma noite, das muitas que ficava com minha mãe na cozinha enquanto ela dava aulas de pintura em tecido, eu convidei as alunas dela, que também eram minhas amigas, para brincar daquele famoso jogo de perguntas invocando os mortos e utilizando um compasso.
As meninas toparam e eu combinei com uma amiga de deixar as duas outras, que eram irmãs, com medo. Nós armamos de inventar uma história e colocamos o plano assustador em prática.
Pegamos uma folha de papel e fizemos um círculo com as letras do alfabeto. Colocamos o compasso no meio e começamos a nossa sessão chama espíritos rezando um Pai Nosso. Não demorou nada e o compasso já começou a se mexer, claro que quem o mexia era eu. Minha amiga e eu começamos a fazer as perguntas e as irmãs se tremiam de medo com as respostas de nossa alma penada que participava da brincadeira.
Jogamos por uma meia hora e depois resolvemos parar porque já era tarde e tínhamos aula no outro dia pela manhã.
Todo mundo foi embora e eu fui para a cama. Detalhe, só fui para a cama, mas não consegui dormir, não antes de ter me arrependido de mexer com o que eu não deveria ter mexido.
De repente, do nada, um gato, ou algo parecido, começou a fazer barulho e não parava mais de miar bem de baixo da janela do meu quarto. O mais estranho é que sempre tivemos cachorros em casa e cachorros odeiam gatos, então, como aquele gato ainda estava ali e os cachorros não o espantavam de lá?
Fiz o que todo filho com medo faz, fui até minha mãe. Contei a história para ela e ela me pôs mais medo ainda. Disse que não deveria ter brincado daquilo, me falou que era aquele espírito imaginário da brincadeira que tava lá na janela e me disse para rezar para que ele fosse embora. Fazer o quê, né? Rezei. E não é que deu certo! O barulho parou e eu consegui dormir.
No outro dia fui até a casa da minha amiga, comparsa na brincadeira, contei o que havia acontecido e decidimos ir ao cemitério para ver se encontrávamos o túmulo que havíamos inventado. Para nossa surpresa não tinha sido invenção nenhuma. O túmulo existia. Era igualzinho ao que tínhamos descrito na brincadeira e o pior, o nome, data e cor batiam com as respostas. E aí, o que fazer naquela hora? Adivinha? Corremos e fomos para fora do cemitério.
Depois de todo esse sufoco decidimos nunca mais por medo em ninguém. Tá certo que vez ou outra eu ainda prego as minhas peçinhas em alguém, no entanto, depois de crescido, já não possuo a mesma imaginação fértil que ouve barulho do lado de fora da casa e fica imaginando coisas, nem a ingenuidade de acreditar que realmente tinha sido verdade aquela incrível coincidência. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O chamado


Rebeldia, tentações e provações são necessárias na vida de muitas pessoas antes de elas conseguirem enxergar o verdadeiro caminho que deveriam seguir.
Independentemente da religião, o chamado chega e as mudanças são visíveis e com elas a certeza de que o tempo ruim ficou para trás para dar espaço para as boas novas preparadas por Deus.
Já vi muitos casos de pessoas que se desviam e tomam direções erradas, mas que depois de um tropeço ou uma rasteira do destino passam a buscar uma razão para as suas vidas.
Conheci uma vez um homem que não fez questão nenhuma de esconder a história da vida dele.
Ele me contou que desde muito pequeno sempre foi muito mulherengo. Não podia ver um rabo de saia e logo corria atrás para sentir os prazeres que aquela mulher poderia oferecê-lo. Esse homem se casou e continuou a sair com todas as mulheres que cediam às suas cantadas.
Juntos com as noitadas com as amantes e longe da esposa e dos filhos, ele se endividou comprando presentes para as outras e, em consequência disso, passou a compensar no álcool a sua incapacidade de controlar os impulsos que desestruturavam o casamento e a vida particular e profissional dele.
No entanto, a esposa desse homem o amava tanto que procurou um meio de levá-lo a uma igreja, o que de fato contribuiu para ele, aos poucos, começar a perceber que a verdadeira felicidade e o verdadeiro prazer não estavam nas noites que passava com outras mulheres, no sexo, que às vezes nem era tão bom, mas na paz que encontrava dentro da própria casa junto à esposa e aos filhos.
Ele começou então a participar das reuniões da igreja e se tornou um novo homem, embora ainda lutasse contra a tentação.
Por muitos anos pregou em nome de Jesus e levou conforto espiritual para muitas pessoas que passavam o que ele viveu um dia. Começou a dar testemunho da experiência que havia vivido e, com certeza, deve ter mexido na consciência de muita gente, que, assim como ele, um dia foi tentado e cedeu à tentação.
Esse homem era uma pessoa muito alegre. Adorava contar histórias do trabalho que exercia, falar das mudanças que Deus operou na vida dele e demonstrava ser apaixonado por pássaros e pela família, em especial pelo filho caçula, de quem ele sempre lembrava em qualquer loja que houvesse um brinquedinho para levar como mimo.
Hoje, ele já não faz mais parte da família que tanto judiou e que depois teve tempo para devolver para eles o pai e o esposo que havia deixado de ser, ou que, na verdade, nunca tinha sido. Agora, ele prega junto a Deus, após morrer subitamente e sem ter tido tempo para despedidas. Talvez um chamado que tocou o coração dele no momento exato de fazer feliz, mesmo que por pouco tempo, uma família que hoje sente e chora pela falta de um pai e marido amoroso e temente a Deus, e não por não ter tido a chance de passar bons momentos junto a ele.
Como ele encontrou o caminho da salvação, assim muita gente também encontrará. Se você passa por uma situação parecida, tenha fé e nunca desista, pois Deus opera milagres e mudanças nos corações no tempo certo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Desapego


Durante toda a nossa vida nós acumulamos inúmeros objetos que só servem para ocupar espaço e poeira. Quem não tem em casa uma caixa guardada no guarda-roupa, lavanderia, despensa ou qualquer outro cômodo com um monte de coisas que nem se lembra que está lá, mas mesmo assim insiste em manter determinados objetos como se fossem tesouros ou a fórmula para por fim a todos os problemas que assombram a humanidade?
Por muito tempo juntei esses cacarecos. Uma caneta daqui, um brinquedinho de lá, uma coleção de latinhas, maços de cigarro, álbuns de figurinhas e outras tantas coisas que não me fazem a mínima falta nos dias de hoje. Resolvi fazer a faxina nas gavetas e jogar tudo que não era útil fora. Vou confessar que livrei bastante espaço que servia para armazenar “o nada”, lixo.
Na realidade, o ser humano é assim. É muito apegado às coisas e sofre quando tem que se desfazer delas. Povo! Por que guardar um monte de objetos que não serão mais usados? Pelo simples fato de haver algum tipo de ligação emocional? Por acaso o papelzinho da bala dizendo que você é linda, dado pelo paquerinha da 5ª série vai lhe dar sorte no amor para o resto da vida? Ou você pensa que do nada vai aparecer um louco querendo pagar milhões pela sua coleção de rótulos de cerveja?
Faça um teste. Pegue essa caixa e antes de abri-la tente se lembrar dos objetos que estão dentro dela. Depois, abra e procure se existe algo que possa ser útil a você ou a algum conhecido. Se não tiver mais nada interessante, dê para alguém reciclar o que for possível e o restante jogue fora.
Para que se apegar a coisas pequenas e juntar uma herança que ninguém vai querer?
Fica a dica para esse final de semana. Faça uma faxina e livre-se do que você nem se lembra mais que existia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Falhas

Apesar de existir o ditado popular ‘errar é humano’, as pessoas se esquecem e cobram, muitas vezes sem piedade, de quem cometeu erros.
Claro que não dá para usar o ditado para justificar todas as situações que acontecem. Há momentos que a pessoa vai ter de arcar com a responsabilidade dos seus atos, impensados ou não.
Toco neste assunto porque no meio da semana o jogador de futebol Deivid, do Flamengo, falhou ao não marcar um gol tido como feito. Ele recebeu passe dentro da pequena área e chutou na trave sem ter nenhum jogador adversário a frente dele, daqueles que costumamos dizer que até a nossa avó faria.
Resultado. O jogo poderia ter acabado empatado, torcedores e repórteres não teriam colocado a culpa da desclassificação nele e nem ele teria que ficar se justificando sobre o gol perdido, que virou notícia em vários jornais esportivos do mundo.
Falhas como a de Deivid são comuns no meio do futebol. Quem não lembra o pênalti perdido por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994? Tá certo que dois jogadores italianos desperdiçaram a chance de marcar antes, mas apenas Baggio ficou lembrado como o grande culpado da derrota para o Brasil.
Agora, se perdeu um pênalti já foi motivo de marcar a vida de um jogador tido como um dos melhores da época em que jogou, imagine só perder três em uma mesma partida. Acha que isso é brincadeira e que não aconteceu? Engana-se quem pensou que era mentira. Durante a Copa América de 1999, o jogador Palermo, da seleção argentina, realizou essa façanha, perdeu três pênaltis durante o jogo válido pela primeira fase do campeonato para a seleção colombiana, que venceu os argentinos por 3 a 0.
Como diriam os mais antigos, ‘isso acontece até nas melhores famílias’, e acontece mesmo! Todo mundo é passível de errar, até os que pensam que nunca erram, um dia vão reconhecer que erraram e omitiram o fato por vergonha de ser tão normais e comuns, iguais a todo mundo. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Motoqueiros cuidado!

Os maiores casos de acidentes de trânsito com vítimas fatais são entre motoqueiros. As razões são as mais diversas, entre elas a falta de estabilidade do veículo, que muito leve, pode ser lançado longe com qualquer toque de outro veículo maior.
A falta de proteção também ajuda. Apesar da utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, o corpo do motoqueiro e do passageiro são alvos fáceis e qualquer choque ou queda podem ser fatais.
Nas cidades, muitos motoqueiros se arriscam entre os carros. Chegam buzinando para avisar que estão passando, mas nem sempre têm a sorte de achar espaço hábil para uma passagem e se choram nos retrovisores e laterais.
Passando por São Paulo, esses dias, presenciei uma cena dessas. Um motoqueiro vinha no mesmo sentido que o carro onde estava, quando sua moto patinou na pista e o derrubou. Foi moto girando para um lado e o rapaz para o outro. Por pouco ele não foi para baixo do veículo em que eu estava.
Pela janela consegui observar o momento em que ele conseguiu se levantar e se salvar de um carro que vinha em sua direção, e correu para a calçada.
Ele realmente teve muita sorte do tempo estar chuvoso e o tráfego lento. Se fosse em um dia de trânsito normal em São Paulo, ele poderia não ter tido a mesma sorte que teve.
Mas o perigo não restringe apenas ao trânsito frenético das cidades. É necessária muita atenção nas estradas também. É muito comum anunciar no rádio ou na TV que uma moto se chocou com um caminhão ou com um carro e que os ocupantes da moto não sobreviveram.
As consequências de um acidente de moto podem variar de apenas um simples susto com alguns arranhões, como fraturas graves, amputações e a pior delas, a morte.
Portanto, se você gosta de se aventurar em um moto, fazer ultrapassagens perigosas, testar o limite e fazer explodir a tensão em adrenalina, tome cuidado, as consequências podem não ser o que você espera. Atenção sempre.

Você é maiúsculo ou minúsculo?

Todo final de ano é aquele dilema para os professores, ajudar aquele aluno que não conseguiu nota para ser aprovado ou reprová-lo e fazer com que ele curse novamente a série, semestre ou a disciplina novamente.
Já ouvi alguns professores justificando sua bondade ao passar um aluno comentando entre os colegas que reprovar alguém seria apenas mais despesas para o estado, que se ele não conseguiu aprender não vai adiantar refazer a disciplina, que o mais fácil seria aprová-lo de uma vez para ele concluir mais rápido e sair do sistema, já que ele só causa trabalho.
Eu discordo. Penso que esse professor, a partir do momento que percebe a falta de interesse do aluno em sua disciplina ou dificuldade em entender o que é ensinado em sala, deveria procurar ajudá-lo a progredir e a se interessar, mostrando a ele que o futuro dele vai depender do desempenho escolar. Mas o que percebo é que tem professor que prefere se livrar logo daquele estudante a exercer sua função de educador e ajuda a formar mentes ocas.
Desculpem-me a franqueza, mas existem PROFESSORES e professores. Os primeiros, são aqueles que realmente têm o dom e gostam de estar em sala de aula, educando, ensinando, resgatando o aluno. Agora, esse segundo, com letra minúscula, são aqueles que só se interessam com os vencimentos no final do mês, além de reclamar a vida toda que ganham pouco, que são injustiçados ou que não aguentam mais aquele tormento de aluno.
Esse desinteresse de ambas as partes acontece por vários motivos. Quando a pessoa tem vocação, ela domina a sala e conquista os alunos. Todos, mesmo os que têm dificuldade, acompanham as aulas e colaboram. Agora, quando o ser professor foi apenas a única alternativa na lista de cursos da faculdade, não há didática que dê jeito. O profissional não vai conseguir manter a ordem e muito menos a atenção de uma sala.
Concordo sim que a categoria poderia ser melhor remunerada, afinal, incentivos ajudam a melhorar o interesse de qualquer profissional. Mas penso, também, que as instituições deveriam realizar frequentes avaliações dos docentes para medir o quão qualificados estão para lecionar as disciplinas que cursaram na faculdade. Já vi muito professor que sem o caderninho de soluções de exercício não sabe responder nada sobre a matéria.
Onde já se viu um professor de Matemática que não sabe resolver a uma equação, ou um professor de Língua Portuguesa que não sabe explicar a diferença entre um objeto direto e um indireto. Pois bem, eu já vi. É claro que todos têm o direito de consultar uma coisa ou outra, mas se prender a um “manual” de escape é pura comprovação de incapacidade.
Parabenizo aos PROFESSORES que realmente se dedicam porque acreditam que através deles, o mundo pode ser melhorado. Que, além de ensinar o que lhe é função, também ajudam no resgate social daquele aluno que ninguém se interessa. Que antes de desistir, tenta e se sente realizado ao conseguir resultados.
Agora, aqueles minúsculos, eu deixo o conselho de procurar realmente o que lhe dá prazer profissionalmente, ou então, reavalie o quão bom é em sua disciplina e procure ser melhor e digno de ser chamado de PROFESSOR.
Sentiu que esse texto foi para você? Então, leia-o com atenção e pense bem se o desinteresse do aluno não é consequência do seu próprio desinteresse profissional.



Agora vai dar certo!!!

Romildo é daquelas pessoas que sempre acham que tudo vai dar certo. Muito otimista e com pensamento positivo. O cara super bom astral.
No entanto, Romildo nunca teve uma ideia que realmente conseguisse emplacar e permitir que ele pudesse colher as glórias do sucesso de suas invenções.
O problema dele, talvez seja o de milhares de pessoas que se aventuram em segmentos que não têm noção nenhuma de como funciona.
Romildo simplesmente tinha a ideia e a executava sem se preocupar em estudar e planejar com calma o passo a passo, com todos os prós e contras.
Nenhum negócio obtém sucesso e retorno se não for planejado com calma. Por exemplo. Se você está com vontade de abrir uma loja, não basta apenas ter dinheiro em reserva para ir até a 25 de Março em São Paulo e comprar algumas peças de roupas para começar a vender.
Antes de mais nada, deve-se ter em mente qual segmento vai ser atendido em sua loja. Você vai vender roupas para toda a família, só para homens, só para mulheres, somente infantis, de custo mais baixo ou somente grife. Ter em vista o lugar e uma possível ideia de repaginação que ajude a atrair o interesse e a atenção também é essencial.
Depois de escolhida a sua clientela é necessário dar conta de toda a burocracia exigida para a abertura e regularização da loja. Para isso é necessário procurar um escritório de contabilidade e iniciar todo o processo de criação de pessoa jurídica, nome fantasia, licenças, inscrições e outros documentos necessários para a regularização do negócio.
Tendo todas essas etapas realizadas, chega o momento de organizar o espaço de maneira que facilite a visualização da mercadoria. Lembre-se que você vai lidar com um público eclético de gostos e preferências, por isso, sempre tenha novidades e variedades dentro do que você se predispôs a comercializar.
Agora basta fazer publicidade e organizar uma inauguração bem tranquila. Lembre-se que muitas vezes a primeira impressão é a que fica. Portanto, sempre trate bem todos que entrarem em sua loja.
Seguindo esses passos você vai ter grande chance de conquistar o seu espaço e a permanência de seu negócio. Agora, se você preferir fazer como o Romildo e iniciar do nada, pode acabar sem nada também!

Barbárie

O que leva uma pessoa a tirar a vida de outra? Quais as razões que cegam e levam alguém a cometer tamanha brutalidade? Será que os fins justificam os meios ou apenas as justificativas tentam amenizar a culpa e a incapacidade de refletir e entender que dissabores são resolvidos sem a necessidade de um matar o outro?
Respostas que muitos já tentaram encontrar. Alguns enxergam de determinada forma, mas no geral, elas nunca têm sentido ou explicação lógica.
Esses dias, dando uma olhadinha nas postagens dos amigos do Facebook, vi um vídeo de um rapaz que dizia ter perdido seu grande amor.
Na mídia, ele contava que havia conhecido uma garota através de um aplicativo do Orkut. Os dois passaram a trocar mensagens e por algumas vezes até chegaram a marcar alguns encontros, no entanto, nenhum deles chegou a acontecer.
A garota era de Guarapuava (Paraná), ele não deixou claro a cidade de onde era, mas consegui perceber que também era paranaense.
Timidez a parte. Finalmente, ele tomou coragem e resolveu marcar o encontro que realmente aconteceria, e, que, no entanto, nunca mais haverá chance de acontecer.
Fiapo, como era conhecido, estranhou o fato da sua amada não retornar às mensagens que enviava e procurou saber o que havia acontecido. Para surpresa dele, a alguns dias do tão esperado encontro, ele recebe a notícia que a garota tinha sido assassinada na saída na escola. Ele, então, embarcou no primeiro ônibus para Guarapuava para ver se, ao menos, conseguiria se despedir de alguém tão especial para ele.
Infelizmente, ele não chegou a tempo e ela já havia sido sepultada. Só restaram o túmulo ainda com cimento fresco, as flores, as lágrimas e os bons momentos que os dois passaram nas salas de conversação e ao telefone.
A história dele daria um belo filme. Mas o motivo do assassinato me chamou a atenção. O que será que teria acontecido a ela? Quem a teria assassinado?
Busquei pelo nome no Orkut e encontrei o perfil da adolescente, Jéssica Borodiak Santos, ou ‘polaquinha’ para os mais próximos. Nele, a tia conta que duas garotas do mesmo colégio e outra garota de outro esfaquearam Jéssica enquanto um jovem de 22 a segurava. As garotas foram tão covardes que nem deram a chance de ela se defender. E o motivo??? Ciúmes.
Pelo que entendi, polaquinha era muito popular e despertava interesse de vários garotos e a amizades de muitas pessoas. As assassinas tinham inveja de Jéssica ser querida por todos e se acharam no direito de por fim na vida dela.
Jéssica tinha apenas 15 anos e, agora, muitos amigos que sentem e choram a sua falta.

A menina que sempre trouxe alegrias para a família e amigos, hoje, traz lembranças, saudades e lágrimas.
Se você não gosta de alguém, independente do motivo, procure viver a sua vida e esqueça essa pessoa. Você não é obrigado a gostar de todos. Combinamos com alguns e nos desentendemos com outros.
Agora, por mais raiva ou motivos que você tenha para não gostar de alguém, eles não te dão o direito de tirar a vida dela, afaste-se, vida e deixe-a viver!

Ouro de tolo


Uma vez ouvi alguém dizer que só conseguimos realmente saber quem são as pessoas dando poder a elas. Analisando alguns perfis em minha cidade e outros de pessoas que conheci, consegui entender o significado desse dizer e digo mais, cheguei à seguinte conclusão - como existem pessoas com mente fraca nesse mundão de meu Deus.
Refiro-me aqui, àquelas pessoas que se acham superiores ou melhores que outras pelo simples fato de conseguirem uma situação financeira ou profissional de maior visibilidade.
A gerência em uma loja, a aprovação em um concurso, um simples crachá ou um emprego melhor já fazem a pessoa empinar o nariz e pensar que tem o reino na barriga. O ar de superioridade em tratar o próximo e a troca do ‘por favor’ pelo ‘eu estou mandando’, também são indícios de que o poder ou a sensação de tê-lo já cegou esse ser e que o mesmo já está imerso em um mar profundo de orgulho e vaidade. Como diria uma amiga de faculdade, “aquela pessoa vai tropeçar no orgulho e quebrar o nariz”. E na realidade, isso sempre acontece.
Por que as pessoas têm tanta dificuldade em lidar com o poder? O que muda na cabeça delas e faz com que as atitudes de uma pessoa simples se transformem em ações esdrúxulas e frias? Não penso que as pessoas não devam seguir uma linha mais rígida conforme as funções mais responsáveis que assumem, penso que elas precisam sim tomar medidas mais enérgicas conforme o seu grau de responsabilidade dentro de seu local de trabalho, no entanto, não precisam mudar com as outras pessoas. Uma coisa é ser responsável no que faz, outra é querer se aparecer ou desmerecer os outros em função dele.
De que adianta pensar que está ‘abafando’, se na verdade você não passa de motivo de chacota na hora em que não está perto.
Pense que Jesus Cristo é um grande exemplo para essas pessoas, que deveriam parar e pensar em toda a trajetória humilde que ele viveu há milênios atrás e aprender com ele.
Ótimo final de semana para todos!

E em casa?

Será que a limpeza ou a sujeira das ruas refletem o mesmo ambiente que nas casas das pessoas? Sempre me faço essa pergunta quando vejo alguém jogando lixo nas vias públicas, já que os hábitos são os mesmos em qualquer lugar, se você é acostumado a jogar as embalagens dos produtos que consome ou papéis de divulgação em qualquer lugar, você também o faz dentro de casa. Dá até para imaginar o lixão que deve existir em algumas residências.
Consciência pessoal! O lixo que você tem preguiça de carregar para jogar até a próxima lata de lixo pode causar sérias conseqüências. A embalagem daquele chocolate super doce pode amargar a vida de alguém.
A presença de lixo nas ruas é sinal de que ninguém se preocupa com ninguém. Será que você se preocupa se aquele pedacinho de papel inofensivo vai ou não acumular com outros dejetos e entupir um bueiro, ou se ele vai acabar contaminando algum rio?
Sempre na época das grandes chuvas, algumas cidades sofrem por causa das enchentes que destroem muitas casas, derrubam árvores, fazem buracos, causam danos na rede elétrica e também matam várias pessoas.
Você pode até pensar que aquela embalagem do chiclete não iria causar toda essa situação. Mas pare e pense. Junte essa embalagem às outras tantas que são lançadas pelas outras pessoas diariamente nas ruas e calçadas, agora reflita sobre o prejuízo que elas podem causar. Pensou? Então, comece a exercer um pouco de cidadania!
Do mesmo jeito que você gosta de manter a sua casa e carro limpos, ajude a manter a sua cidade agradável tanto para você quanto para aqueles que passam a passeio. 

Falsas horas

Vocês já pararam para pensar que o tempo nunca é como queremos, embora ele seja sempre igual? E que as condições e as situações que vivenciamos estão diretamente ligadas a essa falsa percepção de mais ou menos tempo restante?
Analisemos os seguintes cenários:
Uma pessoa que está presa, privada do seu direito de ir e vir por consequência de seus atos, tem uma impressão de tempo diferente de outra que é livre. Na cela, restrito a um espaço pequeno e compartilhado com outras pessoas, o tempo da pena pode sim parecer bem maior do que realmente é.  Os dias de visita parecem nunca chegar e o momento de voltar às ruas também se torna quase uma eternidade.
Agora se você está feliz devido a um momento de conquistas, o tempo já parece voar. Os dias passam e a felicidade parece encurtar cada minuto, transformando o seu dia a dia em algo especial, gostoso de viver e por isso nem faz com que você se atente ao tempo.
Quando o cenário envolve despedida, doença ou dor, o contexto já fica diferente. Sempre queremos que o tempo seja o mais demorado possível para se ter a oportunidade de dizer o não dito, reparar o mal feito ou apenas um momento a mais para ser registrado e virar recordações que mais tarde alimentarão as saudades.
Outras situações também são interessantes. Sempre em consultório médico parece que nunca vai chegar a nossa vez. Na rodoviária é sempre a mesma coisa, sempre o seu ônibus é o último a chegar, no entanto, quando estamos atrasados, parece que ele foi o primeiro a partir. No banco, então, a nossa senha nunca é a próxima a ser chamada e assim segue a diferença entre o tempo real e o tempo de nossa percepção.
Nascemos, passamos pela nossa infância e sem que tivesse tomado muito tempo nos vemos crescidos, já adultos e cheios de responsabilidades que tomam todo o nosso tempo.

Entendeu?

Por que será que algumas pessoas insistem em ficar perguntando se a outra entendeu o que ela diz durante a conversa? Entendeu?
Várias vezes, eu já me deparei com situações como esta, entendeu? E confesso que são poucas as vezes que consigo entender o que elas dizem. Entendeu?
Na verdade, entendeu? Quando a pessoa começa a perguntar se eu entendi a cada duas frases, entendeu? Eu começo a contar quantas vezes essa pessoa vai repetir a mesma pergunta, entendeu?
Não é ruim mesmo quando alguém, a todo o momento, fica te perguntando se você entendeu o que ela tenta te explicar, entendeu?
De fato, entendeu? Deve ser mesmo algum tipo de vício de linguagem, entendeu? Assim como algumas pessoas repetem frequentemente “tá ligado?”, “aí né", “então...”, “no caso”, entendeu?
Pode até ser que a pessoa não perceba esse vício, entendeu? Ou pode ser também que a pessoa realmente esteja com medo que a outra pessoa não consiga entender o que ela está falando, entendeu?
O engraçado, entendeu? É que, em determinados momentos, elas trocam o “entendeu?” pelo “ você tá entendendo, né?” ou pelo “você me entende, né?”, entendeu?
Vício de linguagem ou pobreza de vocabulário não sei explicar, entendeu? Só sei que se alguém vier conversar comigo, entendeu? E começar a me perguntar a cada dez palavras se eu entendi o que ela me diz, entendeu? Que ela fique avisada que a única coisa que eu vou fazer, além, é claro, de tentar entender o que ela me diz, entendeu? É prestar atenção em quantas vezes ela vai me perguntar se eu entendi, entendeu?
Agora vamos falar sério! Ninguém merece ficar em um conversa assim. Será que, realmente, essa pessoa não percebe que o diálogo não flui com essa insistência em questionar se o outro lado entendeu ou não?
Alguns podem achar até engraçado, mas enche! Portanto, viciados de plantão. Prestem atenção nas palavras que saem das suas bocas. Tentem perceber que os vícios de linguagem atrapalham no processo de comunicação. Prepare-se! Leia jornais, revistas e livros. Nós falamos aquilo que nós lemos.
Quer saber se você tem esses vícios? Pergunte a um amigo, ele com certeza vai querer responder a esta pergunta. “Entendeu?”

Golpe

Quem não sonha em mudar de vida de uma hora para outra se beneficiando com algum tipo de promoção ou apostando em loterias? Esse deve ser o desejo da maioria das pessoas que não faz parte da pequena elite que ganha muito fazendo pouco.
No entanto, o sonho não pode ser maior e cegar a realidade, mas parece que não é exatamente isso que acontece.
Muitas pessoas são vítimas de golpes todos os anos por acreditarem que uma simples mensagem ou uma ligação a cobrar, de um número de telefone totalmente desconhecido, vão por fim a toda a dificuldade financeira que a pessoa passa no momento.
Os golpistas são espertos e atentos, por isso, desconfie de toda e qualquer situação que envolva dinheiro.
O golpe mais comum é a pessoa receber uma ligação a cobrar, na maioria dos casos do DDD 85, referente ao estado do Ceará, onde a pessoa se aproveita de uma ou outra promoção vigente nos programas de televisão. O golpista diz que a pessoa foi sorteada em determinada promoção e que ela ganhou um carro, uma casa, alguma quantia em dinheiro ou inventa qualquer prêmio que tenha qualquer tipo de sedução sobre a pessoa que vai receber a ligação.
Depois de envolver a pessoa, eles pedem, na maioria das vezes, que a vítima compre determinada quantia de cartões de recarga de celular e envie o código de recarga para o número que aparece no visor do aparelho. Outras vezes eles pedem que a pessoa faça depósito em contas correntes, alegando que para a liberação do prêmio a vítima tem de realizar o pagamento de frete ou outra taxa.
Um golpe muito comum também são pessoas que tentam dividir o prêmio que elas ganharam com bilhetes premiados. Nesse caso, as pessoas abordam as vítimas com a conversa de que elas receberiam um valor x de prêmio, só que elas não podem recebê-lo por determinado motivo e convencem a pessoa a dar parte do prêmio para elas, às vezes até bem menos da metade, e, nesse caso, a vítima retiraria o valor total na lotérica ou no banco. No entanto, quando vão tentar receber o prêmio, percebem que foram vítimas do golpe do bilhete premiado.
Já houve casos de pessoas que retiraram o que tinham na poupança para se “beneficiarem”, mas quando percebem o golpe, ai o arrependimento bate, e forte.
Existe também o golpe do sequestro. Os golpistas ligam a cobrar para a casa das vítimas e falam que estão com alguém da família dela, ingênua, a vítima deixa escapar o nome de alguém e daí por diante o golpe fica mais fácil ainda, por que os golpistas se aproveitam para fundamentar a mentira no desespero da pessoa que está aflita do outro lado da linha. Resultado, eles pedem depósitos e estipulam um tempo para que o dinheiro do resgate seja liberado, caso contrário eles falam que vão executar a vítima.
Povo de meu Deus! Sejam espertos. Prestem atenção e não sejam vítimas desses golpistas.
Sempre desconfie de ligações ou mensagens que você receber. Se por acaso você realmente estiver participando de determinada promoção e contemplado, os organizadores vão entrar em contato com você e o prêmio será entregue em sua sem nenhum tipo de despesa.
Geralmente, os programas de televisão realizam os sorteios ao vivo e depois disponibilizam os nomes nas páginas do programa ou da emissora na internet.
Nos casos de sequestro, nunca forneça nenhum tipo de informação. Seja frio, não acredite no que eles dizem e tente localizar a pessoa que supostamente estaria com eles. Seja mais esperto que eles.
Lembre-se que quem muito quer, nada tem!