sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Falhas

Apesar de existir o ditado popular ‘errar é humano’, as pessoas se esquecem e cobram, muitas vezes sem piedade, de quem cometeu erros.
Claro que não dá para usar o ditado para justificar todas as situações que acontecem. Há momentos que a pessoa vai ter de arcar com a responsabilidade dos seus atos, impensados ou não.
Toco neste assunto porque no meio da semana o jogador de futebol Deivid, do Flamengo, falhou ao não marcar um gol tido como feito. Ele recebeu passe dentro da pequena área e chutou na trave sem ter nenhum jogador adversário a frente dele, daqueles que costumamos dizer que até a nossa avó faria.
Resultado. O jogo poderia ter acabado empatado, torcedores e repórteres não teriam colocado a culpa da desclassificação nele e nem ele teria que ficar se justificando sobre o gol perdido, que virou notícia em vários jornais esportivos do mundo.
Falhas como a de Deivid são comuns no meio do futebol. Quem não lembra o pênalti perdido por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994? Tá certo que dois jogadores italianos desperdiçaram a chance de marcar antes, mas apenas Baggio ficou lembrado como o grande culpado da derrota para o Brasil.
Agora, se perdeu um pênalti já foi motivo de marcar a vida de um jogador tido como um dos melhores da época em que jogou, imagine só perder três em uma mesma partida. Acha que isso é brincadeira e que não aconteceu? Engana-se quem pensou que era mentira. Durante a Copa América de 1999, o jogador Palermo, da seleção argentina, realizou essa façanha, perdeu três pênaltis durante o jogo válido pela primeira fase do campeonato para a seleção colombiana, que venceu os argentinos por 3 a 0.
Como diriam os mais antigos, ‘isso acontece até nas melhores famílias’, e acontece mesmo! Todo mundo é passível de errar, até os que pensam que nunca erram, um dia vão reconhecer que erraram e omitiram o fato por vergonha de ser tão normais e comuns, iguais a todo mundo. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Motoqueiros cuidado!

Os maiores casos de acidentes de trânsito com vítimas fatais são entre motoqueiros. As razões são as mais diversas, entre elas a falta de estabilidade do veículo, que muito leve, pode ser lançado longe com qualquer toque de outro veículo maior.
A falta de proteção também ajuda. Apesar da utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, o corpo do motoqueiro e do passageiro são alvos fáceis e qualquer choque ou queda podem ser fatais.
Nas cidades, muitos motoqueiros se arriscam entre os carros. Chegam buzinando para avisar que estão passando, mas nem sempre têm a sorte de achar espaço hábil para uma passagem e se choram nos retrovisores e laterais.
Passando por São Paulo, esses dias, presenciei uma cena dessas. Um motoqueiro vinha no mesmo sentido que o carro onde estava, quando sua moto patinou na pista e o derrubou. Foi moto girando para um lado e o rapaz para o outro. Por pouco ele não foi para baixo do veículo em que eu estava.
Pela janela consegui observar o momento em que ele conseguiu se levantar e se salvar de um carro que vinha em sua direção, e correu para a calçada.
Ele realmente teve muita sorte do tempo estar chuvoso e o tráfego lento. Se fosse em um dia de trânsito normal em São Paulo, ele poderia não ter tido a mesma sorte que teve.
Mas o perigo não restringe apenas ao trânsito frenético das cidades. É necessária muita atenção nas estradas também. É muito comum anunciar no rádio ou na TV que uma moto se chocou com um caminhão ou com um carro e que os ocupantes da moto não sobreviveram.
As consequências de um acidente de moto podem variar de apenas um simples susto com alguns arranhões, como fraturas graves, amputações e a pior delas, a morte.
Portanto, se você gosta de se aventurar em um moto, fazer ultrapassagens perigosas, testar o limite e fazer explodir a tensão em adrenalina, tome cuidado, as consequências podem não ser o que você espera. Atenção sempre.

Você é maiúsculo ou minúsculo?

Todo final de ano é aquele dilema para os professores, ajudar aquele aluno que não conseguiu nota para ser aprovado ou reprová-lo e fazer com que ele curse novamente a série, semestre ou a disciplina novamente.
Já ouvi alguns professores justificando sua bondade ao passar um aluno comentando entre os colegas que reprovar alguém seria apenas mais despesas para o estado, que se ele não conseguiu aprender não vai adiantar refazer a disciplina, que o mais fácil seria aprová-lo de uma vez para ele concluir mais rápido e sair do sistema, já que ele só causa trabalho.
Eu discordo. Penso que esse professor, a partir do momento que percebe a falta de interesse do aluno em sua disciplina ou dificuldade em entender o que é ensinado em sala, deveria procurar ajudá-lo a progredir e a se interessar, mostrando a ele que o futuro dele vai depender do desempenho escolar. Mas o que percebo é que tem professor que prefere se livrar logo daquele estudante a exercer sua função de educador e ajuda a formar mentes ocas.
Desculpem-me a franqueza, mas existem PROFESSORES e professores. Os primeiros, são aqueles que realmente têm o dom e gostam de estar em sala de aula, educando, ensinando, resgatando o aluno. Agora, esse segundo, com letra minúscula, são aqueles que só se interessam com os vencimentos no final do mês, além de reclamar a vida toda que ganham pouco, que são injustiçados ou que não aguentam mais aquele tormento de aluno.
Esse desinteresse de ambas as partes acontece por vários motivos. Quando a pessoa tem vocação, ela domina a sala e conquista os alunos. Todos, mesmo os que têm dificuldade, acompanham as aulas e colaboram. Agora, quando o ser professor foi apenas a única alternativa na lista de cursos da faculdade, não há didática que dê jeito. O profissional não vai conseguir manter a ordem e muito menos a atenção de uma sala.
Concordo sim que a categoria poderia ser melhor remunerada, afinal, incentivos ajudam a melhorar o interesse de qualquer profissional. Mas penso, também, que as instituições deveriam realizar frequentes avaliações dos docentes para medir o quão qualificados estão para lecionar as disciplinas que cursaram na faculdade. Já vi muito professor que sem o caderninho de soluções de exercício não sabe responder nada sobre a matéria.
Onde já se viu um professor de Matemática que não sabe resolver a uma equação, ou um professor de Língua Portuguesa que não sabe explicar a diferença entre um objeto direto e um indireto. Pois bem, eu já vi. É claro que todos têm o direito de consultar uma coisa ou outra, mas se prender a um “manual” de escape é pura comprovação de incapacidade.
Parabenizo aos PROFESSORES que realmente se dedicam porque acreditam que através deles, o mundo pode ser melhorado. Que, além de ensinar o que lhe é função, também ajudam no resgate social daquele aluno que ninguém se interessa. Que antes de desistir, tenta e se sente realizado ao conseguir resultados.
Agora, aqueles minúsculos, eu deixo o conselho de procurar realmente o que lhe dá prazer profissionalmente, ou então, reavalie o quão bom é em sua disciplina e procure ser melhor e digno de ser chamado de PROFESSOR.
Sentiu que esse texto foi para você? Então, leia-o com atenção e pense bem se o desinteresse do aluno não é consequência do seu próprio desinteresse profissional.



Agora vai dar certo!!!

Romildo é daquelas pessoas que sempre acham que tudo vai dar certo. Muito otimista e com pensamento positivo. O cara super bom astral.
No entanto, Romildo nunca teve uma ideia que realmente conseguisse emplacar e permitir que ele pudesse colher as glórias do sucesso de suas invenções.
O problema dele, talvez seja o de milhares de pessoas que se aventuram em segmentos que não têm noção nenhuma de como funciona.
Romildo simplesmente tinha a ideia e a executava sem se preocupar em estudar e planejar com calma o passo a passo, com todos os prós e contras.
Nenhum negócio obtém sucesso e retorno se não for planejado com calma. Por exemplo. Se você está com vontade de abrir uma loja, não basta apenas ter dinheiro em reserva para ir até a 25 de Março em São Paulo e comprar algumas peças de roupas para começar a vender.
Antes de mais nada, deve-se ter em mente qual segmento vai ser atendido em sua loja. Você vai vender roupas para toda a família, só para homens, só para mulheres, somente infantis, de custo mais baixo ou somente grife. Ter em vista o lugar e uma possível ideia de repaginação que ajude a atrair o interesse e a atenção também é essencial.
Depois de escolhida a sua clientela é necessário dar conta de toda a burocracia exigida para a abertura e regularização da loja. Para isso é necessário procurar um escritório de contabilidade e iniciar todo o processo de criação de pessoa jurídica, nome fantasia, licenças, inscrições e outros documentos necessários para a regularização do negócio.
Tendo todas essas etapas realizadas, chega o momento de organizar o espaço de maneira que facilite a visualização da mercadoria. Lembre-se que você vai lidar com um público eclético de gostos e preferências, por isso, sempre tenha novidades e variedades dentro do que você se predispôs a comercializar.
Agora basta fazer publicidade e organizar uma inauguração bem tranquila. Lembre-se que muitas vezes a primeira impressão é a que fica. Portanto, sempre trate bem todos que entrarem em sua loja.
Seguindo esses passos você vai ter grande chance de conquistar o seu espaço e a permanência de seu negócio. Agora, se você preferir fazer como o Romildo e iniciar do nada, pode acabar sem nada também!

Barbárie

O que leva uma pessoa a tirar a vida de outra? Quais as razões que cegam e levam alguém a cometer tamanha brutalidade? Será que os fins justificam os meios ou apenas as justificativas tentam amenizar a culpa e a incapacidade de refletir e entender que dissabores são resolvidos sem a necessidade de um matar o outro?
Respostas que muitos já tentaram encontrar. Alguns enxergam de determinada forma, mas no geral, elas nunca têm sentido ou explicação lógica.
Esses dias, dando uma olhadinha nas postagens dos amigos do Facebook, vi um vídeo de um rapaz que dizia ter perdido seu grande amor.
Na mídia, ele contava que havia conhecido uma garota através de um aplicativo do Orkut. Os dois passaram a trocar mensagens e por algumas vezes até chegaram a marcar alguns encontros, no entanto, nenhum deles chegou a acontecer.
A garota era de Guarapuava (Paraná), ele não deixou claro a cidade de onde era, mas consegui perceber que também era paranaense.
Timidez a parte. Finalmente, ele tomou coragem e resolveu marcar o encontro que realmente aconteceria, e, que, no entanto, nunca mais haverá chance de acontecer.
Fiapo, como era conhecido, estranhou o fato da sua amada não retornar às mensagens que enviava e procurou saber o que havia acontecido. Para surpresa dele, a alguns dias do tão esperado encontro, ele recebe a notícia que a garota tinha sido assassinada na saída na escola. Ele, então, embarcou no primeiro ônibus para Guarapuava para ver se, ao menos, conseguiria se despedir de alguém tão especial para ele.
Infelizmente, ele não chegou a tempo e ela já havia sido sepultada. Só restaram o túmulo ainda com cimento fresco, as flores, as lágrimas e os bons momentos que os dois passaram nas salas de conversação e ao telefone.
A história dele daria um belo filme. Mas o motivo do assassinato me chamou a atenção. O que será que teria acontecido a ela? Quem a teria assassinado?
Busquei pelo nome no Orkut e encontrei o perfil da adolescente, Jéssica Borodiak Santos, ou ‘polaquinha’ para os mais próximos. Nele, a tia conta que duas garotas do mesmo colégio e outra garota de outro esfaquearam Jéssica enquanto um jovem de 22 a segurava. As garotas foram tão covardes que nem deram a chance de ela se defender. E o motivo??? Ciúmes.
Pelo que entendi, polaquinha era muito popular e despertava interesse de vários garotos e a amizades de muitas pessoas. As assassinas tinham inveja de Jéssica ser querida por todos e se acharam no direito de por fim na vida dela.
Jéssica tinha apenas 15 anos e, agora, muitos amigos que sentem e choram a sua falta.

A menina que sempre trouxe alegrias para a família e amigos, hoje, traz lembranças, saudades e lágrimas.
Se você não gosta de alguém, independente do motivo, procure viver a sua vida e esqueça essa pessoa. Você não é obrigado a gostar de todos. Combinamos com alguns e nos desentendemos com outros.
Agora, por mais raiva ou motivos que você tenha para não gostar de alguém, eles não te dão o direito de tirar a vida dela, afaste-se, vida e deixe-a viver!

Ouro de tolo


Uma vez ouvi alguém dizer que só conseguimos realmente saber quem são as pessoas dando poder a elas. Analisando alguns perfis em minha cidade e outros de pessoas que conheci, consegui entender o significado desse dizer e digo mais, cheguei à seguinte conclusão - como existem pessoas com mente fraca nesse mundão de meu Deus.
Refiro-me aqui, àquelas pessoas que se acham superiores ou melhores que outras pelo simples fato de conseguirem uma situação financeira ou profissional de maior visibilidade.
A gerência em uma loja, a aprovação em um concurso, um simples crachá ou um emprego melhor já fazem a pessoa empinar o nariz e pensar que tem o reino na barriga. O ar de superioridade em tratar o próximo e a troca do ‘por favor’ pelo ‘eu estou mandando’, também são indícios de que o poder ou a sensação de tê-lo já cegou esse ser e que o mesmo já está imerso em um mar profundo de orgulho e vaidade. Como diria uma amiga de faculdade, “aquela pessoa vai tropeçar no orgulho e quebrar o nariz”. E na realidade, isso sempre acontece.
Por que as pessoas têm tanta dificuldade em lidar com o poder? O que muda na cabeça delas e faz com que as atitudes de uma pessoa simples se transformem em ações esdrúxulas e frias? Não penso que as pessoas não devam seguir uma linha mais rígida conforme as funções mais responsáveis que assumem, penso que elas precisam sim tomar medidas mais enérgicas conforme o seu grau de responsabilidade dentro de seu local de trabalho, no entanto, não precisam mudar com as outras pessoas. Uma coisa é ser responsável no que faz, outra é querer se aparecer ou desmerecer os outros em função dele.
De que adianta pensar que está ‘abafando’, se na verdade você não passa de motivo de chacota na hora em que não está perto.
Pense que Jesus Cristo é um grande exemplo para essas pessoas, que deveriam parar e pensar em toda a trajetória humilde que ele viveu há milênios atrás e aprender com ele.
Ótimo final de semana para todos!

E em casa?

Será que a limpeza ou a sujeira das ruas refletem o mesmo ambiente que nas casas das pessoas? Sempre me faço essa pergunta quando vejo alguém jogando lixo nas vias públicas, já que os hábitos são os mesmos em qualquer lugar, se você é acostumado a jogar as embalagens dos produtos que consome ou papéis de divulgação em qualquer lugar, você também o faz dentro de casa. Dá até para imaginar o lixão que deve existir em algumas residências.
Consciência pessoal! O lixo que você tem preguiça de carregar para jogar até a próxima lata de lixo pode causar sérias conseqüências. A embalagem daquele chocolate super doce pode amargar a vida de alguém.
A presença de lixo nas ruas é sinal de que ninguém se preocupa com ninguém. Será que você se preocupa se aquele pedacinho de papel inofensivo vai ou não acumular com outros dejetos e entupir um bueiro, ou se ele vai acabar contaminando algum rio?
Sempre na época das grandes chuvas, algumas cidades sofrem por causa das enchentes que destroem muitas casas, derrubam árvores, fazem buracos, causam danos na rede elétrica e também matam várias pessoas.
Você pode até pensar que aquela embalagem do chiclete não iria causar toda essa situação. Mas pare e pense. Junte essa embalagem às outras tantas que são lançadas pelas outras pessoas diariamente nas ruas e calçadas, agora reflita sobre o prejuízo que elas podem causar. Pensou? Então, comece a exercer um pouco de cidadania!
Do mesmo jeito que você gosta de manter a sua casa e carro limpos, ajude a manter a sua cidade agradável tanto para você quanto para aqueles que passam a passeio. 

Falsas horas

Vocês já pararam para pensar que o tempo nunca é como queremos, embora ele seja sempre igual? E que as condições e as situações que vivenciamos estão diretamente ligadas a essa falsa percepção de mais ou menos tempo restante?
Analisemos os seguintes cenários:
Uma pessoa que está presa, privada do seu direito de ir e vir por consequência de seus atos, tem uma impressão de tempo diferente de outra que é livre. Na cela, restrito a um espaço pequeno e compartilhado com outras pessoas, o tempo da pena pode sim parecer bem maior do que realmente é.  Os dias de visita parecem nunca chegar e o momento de voltar às ruas também se torna quase uma eternidade.
Agora se você está feliz devido a um momento de conquistas, o tempo já parece voar. Os dias passam e a felicidade parece encurtar cada minuto, transformando o seu dia a dia em algo especial, gostoso de viver e por isso nem faz com que você se atente ao tempo.
Quando o cenário envolve despedida, doença ou dor, o contexto já fica diferente. Sempre queremos que o tempo seja o mais demorado possível para se ter a oportunidade de dizer o não dito, reparar o mal feito ou apenas um momento a mais para ser registrado e virar recordações que mais tarde alimentarão as saudades.
Outras situações também são interessantes. Sempre em consultório médico parece que nunca vai chegar a nossa vez. Na rodoviária é sempre a mesma coisa, sempre o seu ônibus é o último a chegar, no entanto, quando estamos atrasados, parece que ele foi o primeiro a partir. No banco, então, a nossa senha nunca é a próxima a ser chamada e assim segue a diferença entre o tempo real e o tempo de nossa percepção.
Nascemos, passamos pela nossa infância e sem que tivesse tomado muito tempo nos vemos crescidos, já adultos e cheios de responsabilidades que tomam todo o nosso tempo.

Entendeu?

Por que será que algumas pessoas insistem em ficar perguntando se a outra entendeu o que ela diz durante a conversa? Entendeu?
Várias vezes, eu já me deparei com situações como esta, entendeu? E confesso que são poucas as vezes que consigo entender o que elas dizem. Entendeu?
Na verdade, entendeu? Quando a pessoa começa a perguntar se eu entendi a cada duas frases, entendeu? Eu começo a contar quantas vezes essa pessoa vai repetir a mesma pergunta, entendeu?
Não é ruim mesmo quando alguém, a todo o momento, fica te perguntando se você entendeu o que ela tenta te explicar, entendeu?
De fato, entendeu? Deve ser mesmo algum tipo de vício de linguagem, entendeu? Assim como algumas pessoas repetem frequentemente “tá ligado?”, “aí né", “então...”, “no caso”, entendeu?
Pode até ser que a pessoa não perceba esse vício, entendeu? Ou pode ser também que a pessoa realmente esteja com medo que a outra pessoa não consiga entender o que ela está falando, entendeu?
O engraçado, entendeu? É que, em determinados momentos, elas trocam o “entendeu?” pelo “ você tá entendendo, né?” ou pelo “você me entende, né?”, entendeu?
Vício de linguagem ou pobreza de vocabulário não sei explicar, entendeu? Só sei que se alguém vier conversar comigo, entendeu? E começar a me perguntar a cada dez palavras se eu entendi o que ela me diz, entendeu? Que ela fique avisada que a única coisa que eu vou fazer, além, é claro, de tentar entender o que ela me diz, entendeu? É prestar atenção em quantas vezes ela vai me perguntar se eu entendi, entendeu?
Agora vamos falar sério! Ninguém merece ficar em um conversa assim. Será que, realmente, essa pessoa não percebe que o diálogo não flui com essa insistência em questionar se o outro lado entendeu ou não?
Alguns podem achar até engraçado, mas enche! Portanto, viciados de plantão. Prestem atenção nas palavras que saem das suas bocas. Tentem perceber que os vícios de linguagem atrapalham no processo de comunicação. Prepare-se! Leia jornais, revistas e livros. Nós falamos aquilo que nós lemos.
Quer saber se você tem esses vícios? Pergunte a um amigo, ele com certeza vai querer responder a esta pergunta. “Entendeu?”

Golpe

Quem não sonha em mudar de vida de uma hora para outra se beneficiando com algum tipo de promoção ou apostando em loterias? Esse deve ser o desejo da maioria das pessoas que não faz parte da pequena elite que ganha muito fazendo pouco.
No entanto, o sonho não pode ser maior e cegar a realidade, mas parece que não é exatamente isso que acontece.
Muitas pessoas são vítimas de golpes todos os anos por acreditarem que uma simples mensagem ou uma ligação a cobrar, de um número de telefone totalmente desconhecido, vão por fim a toda a dificuldade financeira que a pessoa passa no momento.
Os golpistas são espertos e atentos, por isso, desconfie de toda e qualquer situação que envolva dinheiro.
O golpe mais comum é a pessoa receber uma ligação a cobrar, na maioria dos casos do DDD 85, referente ao estado do Ceará, onde a pessoa se aproveita de uma ou outra promoção vigente nos programas de televisão. O golpista diz que a pessoa foi sorteada em determinada promoção e que ela ganhou um carro, uma casa, alguma quantia em dinheiro ou inventa qualquer prêmio que tenha qualquer tipo de sedução sobre a pessoa que vai receber a ligação.
Depois de envolver a pessoa, eles pedem, na maioria das vezes, que a vítima compre determinada quantia de cartões de recarga de celular e envie o código de recarga para o número que aparece no visor do aparelho. Outras vezes eles pedem que a pessoa faça depósito em contas correntes, alegando que para a liberação do prêmio a vítima tem de realizar o pagamento de frete ou outra taxa.
Um golpe muito comum também são pessoas que tentam dividir o prêmio que elas ganharam com bilhetes premiados. Nesse caso, as pessoas abordam as vítimas com a conversa de que elas receberiam um valor x de prêmio, só que elas não podem recebê-lo por determinado motivo e convencem a pessoa a dar parte do prêmio para elas, às vezes até bem menos da metade, e, nesse caso, a vítima retiraria o valor total na lotérica ou no banco. No entanto, quando vão tentar receber o prêmio, percebem que foram vítimas do golpe do bilhete premiado.
Já houve casos de pessoas que retiraram o que tinham na poupança para se “beneficiarem”, mas quando percebem o golpe, ai o arrependimento bate, e forte.
Existe também o golpe do sequestro. Os golpistas ligam a cobrar para a casa das vítimas e falam que estão com alguém da família dela, ingênua, a vítima deixa escapar o nome de alguém e daí por diante o golpe fica mais fácil ainda, por que os golpistas se aproveitam para fundamentar a mentira no desespero da pessoa que está aflita do outro lado da linha. Resultado, eles pedem depósitos e estipulam um tempo para que o dinheiro do resgate seja liberado, caso contrário eles falam que vão executar a vítima.
Povo de meu Deus! Sejam espertos. Prestem atenção e não sejam vítimas desses golpistas.
Sempre desconfie de ligações ou mensagens que você receber. Se por acaso você realmente estiver participando de determinada promoção e contemplado, os organizadores vão entrar em contato com você e o prêmio será entregue em sua sem nenhum tipo de despesa.
Geralmente, os programas de televisão realizam os sorteios ao vivo e depois disponibilizam os nomes nas páginas do programa ou da emissora na internet.
Nos casos de sequestro, nunca forneça nenhum tipo de informação. Seja frio, não acredite no que eles dizem e tente localizar a pessoa que supostamente estaria com eles. Seja mais esperto que eles.
Lembre-se que quem muito quer, nada tem!