Apesar
de existir o ditado popular ‘errar é humano’, as pessoas se esquecem e cobram,
muitas vezes sem piedade, de quem cometeu erros.
Claro
que não dá para usar o ditado para justificar todas as situações que acontecem.
Há momentos que a pessoa vai ter de arcar com a responsabilidade dos seus atos,
impensados ou não.
Toco
neste assunto porque no meio da semana o jogador de futebol Deivid, do
Flamengo, falhou ao não marcar um gol tido como feito. Ele recebeu passe dentro
da pequena área e chutou na trave sem ter nenhum jogador adversário a frente
dele, daqueles que costumamos dizer que até a nossa avó faria.
Resultado.
O jogo poderia ter acabado empatado, torcedores e repórteres não teriam
colocado a culpa da desclassificação nele e nem ele teria que ficar se
justificando sobre o gol perdido, que virou notícia em vários jornais
esportivos do mundo.
Falhas
como a de Deivid são comuns no meio do futebol. Quem não lembra o pênalti
perdido por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994? Tá certo que dois
jogadores italianos desperdiçaram a chance de marcar antes, mas apenas Baggio
ficou lembrado como o grande culpado da derrota para o Brasil.
Agora,
se perdeu um pênalti já foi motivo de marcar a vida de um jogador tido como um
dos melhores da época em que jogou, imagine só perder três em uma mesma
partida. Acha que isso é brincadeira e que não aconteceu? Engana-se quem pensou
que era mentira. Durante a Copa América de 1999, o jogador Palermo, da seleção
argentina, realizou essa façanha, perdeu três pênaltis durante o jogo válido
pela primeira fase do campeonato para a seleção colombiana, que venceu os
argentinos por 3 a 0.
Como
diriam os mais antigos, ‘isso acontece até nas melhores famílias’, e acontece
mesmo! Todo mundo é passível de errar, até os que pensam que nunca erram, um
dia vão reconhecer que erraram e omitiram o fato por vergonha de ser tão
normais e comuns, iguais a todo mundo.