Durante toda a nossa vida nós acumulamos
inúmeros objetos que só servem para ocupar espaço e poeira. Quem não tem em
casa uma caixa guardada no guarda-roupa, lavanderia, despensa ou qualquer outro
cômodo com um monte de coisas que nem se lembra que está lá, mas mesmo assim
insiste em manter determinados objetos como se fossem tesouros ou a fórmula
para por fim a todos os problemas que assombram a humanidade?
Por muito tempo juntei esses cacarecos.
Uma caneta daqui, um brinquedinho de lá, uma coleção de latinhas, maços de
cigarro, álbuns de figurinhas e outras tantas coisas que não me fazem a mínima
falta nos dias de hoje. Resolvi fazer a faxina nas gavetas e jogar tudo que não
era útil fora. Vou confessar que livrei bastante espaço que servia para
armazenar “o nada”, lixo.
Na realidade, o ser humano é assim. É
muito apegado às coisas e sofre quando tem que se desfazer delas. Povo! Por que
guardar um monte de objetos que não serão mais usados? Pelo simples fato de
haver algum tipo de ligação emocional? Por acaso o papelzinho da bala dizendo
que você é linda, dado pelo paquerinha da 5ª série vai lhe dar sorte no amor
para o resto da vida? Ou você pensa que do nada vai aparecer um louco querendo
pagar milhões pela sua coleção de rótulos de cerveja?
Faça um teste. Pegue essa caixa e antes
de abri-la tente se lembrar dos objetos que estão dentro dela. Depois, abra e procure
se existe algo que possa ser útil a você ou a algum conhecido. Se não tiver
mais nada interessante, dê para alguém reciclar o que for possível e o restante
jogue fora.
Para que se apegar a coisas pequenas e
juntar uma herança que ninguém vai querer?
Fica a dica para esse
final de semana. Faça uma faxina e livre-se do que você nem se lembra mais que
existia.